Presidente da Comissão Mista de Orçamento, a mais importante do Congresso Nacional, o deputado federal e senador diplomado Waldemir Moka (PMDB) disse que se sente aliviado e feliz por ter conseguido aprovar o Orçamento da União para 2011 dentro do prazo previsto.
A condução dos trabalhos da comissão, que teve três relatores em menos de 20 dias, foi elogiada pelos líderes do governo e da oposição. “O Moka teve atuação importante para que pudéssemos chegar hoje em condições de aprovar o orçamento. Foi duro quando necessário e sereno nos momentos difíceis. Um grande presidente”, destacou o líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG).
Para o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), o trabalho de Moka foi feito sem alarde, mas de grande valor para o Parlamento. “O nosso presidente cumpriu todos os prazos regimentais. Não houve atraso em nenhuma votação, graças ao empenho dele durante esses últimos meses. Um grande presidente, um grande articular político”, elogiou o tucano.
Relatora-geral do Orçamento para 2011, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) afirmou que teve todo o apoio de Moka para que pudesse concluir seu relatório. “O presidente estava sempre à disposição para discutir os principais pontos do Orçamento e me ajudou a resolver problemas de difícil solução, com traquejo político, bom senso e segurança nas suas decisões”, declarou.
Além das duas trocas dos relatores-gerais, Moka enfrentou disputa muito dura entre governo e oposição por pontos polêmicos do Orçamento, como o corte de recursos proposto pelo Ministério do Planejamento e a permissão para que o governo pudesse aplicar, como achasse melhor, 30% dos recursos destinados ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Outro obstáculo da Comissão de Orçamento foi o fato de estar terminando um governo e iniciando outro. “Na verdade, havia duas equipes de governo. Uma do presidente Lula, que está saindo, e outra da sua sucessora, a presidente Dilma. Cada um com suas prioridades. Muito complicado. Mas conseguimos chegar ao consenso”, relata Moka.