O ex-prefeito de Dourados, Ari Artuzi, foi denunciado pelo MPE (Ministério Publico Estadual) nesta segunda-feira (16), por ter incitado e praticado o crime de racismo no ano passado, durante uma entrevista a um programa de rádio em Dourados. A ação foi movida pelo promotor de Justiça João Linhares Júnior.
No dia 14 de agosto de 2010, Ari Artuzi, então prefeito de Dourados, deu a seguinte resposta quando questionado pelo programa Hora da Verdade sobre as obras de recapeamento asfáltico que estavam sendo realizadas pela prefeitura: “nóis temu fazenu serviço de genti branca; serviço de genti (sic).”
De acordo com o promotor de Justiça, a conduta de Ari deve ser combatida para assegurar o respeito à igualdade de todos os cidadãos. “A prática de atos preconceituosos e discriminatórios é absurda e deve ser punida com todo rigor que a lei determina, sob pena de permitir-se que ações aberrantes como a ora apreciada se repitam por toda sociedade", escreveu o promotor João Linhares Júnior em sua ação.
Caso a denúncia seja acatada, Artuzzi será citado pelo crime de racismo previsto no artigo 20, § 2.º da Lei n. 7.716/1989, que prevê de um a três anos de reclusão. A denúncia pede que o ex-prefeito seja condenado, também, ao pagamento de trezentos mil reais como indenização moral à coletividade.
Relembrando
Artuzi foi preso no dia 1° de setembro de 2010, quando foi desencadeada pela Polícia Federal a operação Uragano, que resultou na prisão de 28 pessoas e o indiciamento de mais 60 acusados de envolvimento em esquema de corrupção, fraudes em licitações e "mensalinho" para autoridades políticas.
O ex-prefeito de Dourados ficou três meses na prisão e foi solto um dia após renunciar ao cargo da Prefeitura.