A pedido do MPF (Ministério Público Federal), o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Mato Grosso do Sul decidiu cassar o diploma do ex-deputado estadual Ary Rigo (PSDB), terceiro suplente da coligação ?Amor, Trabalho e Fé?, que reelegeu o governador André Puccinelli (PMDB) nas eleições de 2010.
Com a posse do deputado Professor Rinaldo (PSDB) em lugar de Carlos Marun, que licenciou-se da Assembleia Legislativa para ir para a Secretaria de Habitação e das Cidades, Rigo era o segundo suplente da coligação atrás de Youssif Domingos (PMDB), os quais com chances de atuar na Casa na eventualidade de dois parlamentares se elegerem prefeito em 2012.
Os deputados Onevan de Matos (PSDB) e Diogo Tita (PPS), da mesma coligação, são pré-candidatos às prefeituras de Naviraí e Paranaíba nas próximas eleições e com amplas possibilidades de voltarem a comandar seus municípios, conforme atestam analistas políticos.
No entanto, Rigo vê seu sonho de voltar a Assembleia ir por água abaixo. Mesmo ainda cabendo recurso à decisão proferida pelo TRE, os primeiros da linha sucessória da Assembleia são Youssif Domingos e Luiz Akira (DEM), de Três Lagoas.
Rigo teve seu diploma cassado em processo de julgamento de prestação de contas da campanha passada, quando não conseguiu se eleger depois de vários exercendo vários mandatos na Assembleia.
O pedido foi feito pelo MPF por meio da PRE (Procuradoria Regional Eleitoral), alegando que não foi comprovado destino de R$ 27 mil de recursos da campanha. Rigo garante recorrer da decisão.
De acordo com o processo, houve pagamentos de gastos de campanha fora das regras estabelecidas pela legislação eleitoral, que prevê apenas desembolsos por meio de cheque nominal ou transferência bancária.
O MPF entendeu que na prestação de contas de Rigo, não ficou comprovado o cumprimento dessas regras e os documentos indicam que houve aplicação de recursos de terceiros, proibida pela legislação.