Uma faixa afixada em frente a sede da Assomasul, em Campo Grande, destaca a paralisação das prefeituras na próxima quarta-feira (7), em sinal de protesto contra as medidas do governo federal que acabaram prejudicando os municípios.
O movimento organizado pelo presidente Jocelito Krug (PMDB) conta com o apoio da CNM (Confederação Nacional de Municípios).
Na iminência de fechar as contas para entregar os cargos, os atuais prefeitos estão sendo ameaçados, inclusive, de punição devido as exigências contidas na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
A queda da receita verificada mês a mês por conta dos repasses reduzidos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) é o fator principal da crise que as prefeitas enfrentam no momento, agravada pelo incentivo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de veículos 0km e eletrodomésticos.
O IPI e o IR (Imposto de Renda) compõem o FPM, que é formado por 22.5% de tudo que o Brasil arrecada com esses dois impostos.
Na próxima semana, paralelamente a paralisação, os prefeitos estarão discutindo em assembléia-geral, na Assomasul, uma saída para a crise. O encontro, segundo o presidente Jocelito Krug, está previsto para ter início às 13h30.