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O projeto de construção de corredores bioceânicos para promover a integração comercial da América do Sul foi apresentado nesta segunda-feira (26) pelo prefeito da cidade chilena de Iquique, Jorge Soria Quiroga, ao governador André Puccinelli.
 
Durante a visita, o prefeito mostrou ao governador um mapa com os corredores rodoviários e ferroviários prontos e os trechos que ainda faltam terminar para chegar até o porto de Iquique. Mais de 10 mil quilômetros estão concluídos e para unir definitivamente a América do Sul, de oceano a oceano, será preciso executar algumas obras.
 
De acordo com o projeto apresentado, entre outras obras, falta construir um trecho rodoviário de 470 quilômetros entre Villamontes, na Bolívia, e Hito 60, na fronteira do Chile e da Bolívia. Falta também implantar um trecho ferroviário de quilômetros entre Villamontes e Tupiza, na Bolívia. Neste ponto estão conectadas as redes ferroviárias dos países do Oceano Pacífico com as redes dos países do Atlântico.
 
Conforme o prefeito de Iquique, a conclusão destas obras vai permitir ao Brasil, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai que a produção chegue ao Oceano Pacífico e grandes mercados mundiais. ?Durante 50 anos lutamos para integrar toda a América do Sul e encontramos dois grandes corredores. Primeiro de Iquique ao Rio Grande do Sul e há 25 anos, descobrimos um corredor plano, que não passa pelas grandes altitudes da Cordilheira dos Andes. Vem pelo Salar de Uyuni, na Bolívia, Paraguai e entra no Brasil por Porto Murtinho. Isto significa que é o grande corredor que une o Pacífico ao Atlântico, como o Canal do Panamá?, explicou Jorge Soria Quiroga.
 
Atualmente o Porto de Equique recebe navios de 8 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). O objetivo é ampliar o porto para receber navios de 18 mil TEUs, garantindo as exportações para os mercados do mundo. ?Nos parece, pelos estudos que temos em mãos, que o Porto de Iquique é um dos mais apropriados para que navios de grande capacidade de carga possam ser encontrados pelos empresários sul-mato-grossenses?, salientou André Puccinelli, justificando a profundidade do porto e a oportunidade de trazer os navios com capacidade de 250 mil toneladas.
 
Corredor econômico
 
Visando esse novo corredor econômico, o governo de Mato Grosso do Sul vai construir duas pontes de concreto na fronteira com o Paraguai. O anúncio foi feito pelo governador no início do mês durante uma reunião com a comitiva do Paraguai, liderada pelo vice-presidente Juan Afara Macial. Os recursos são próprios no valor de quase R$ 14 milhões.
 
Todas serão construídas sobre o rio Apa, que divide o Paraguai com Mato Grosso do Sul. Uma ponte será de 180 metros de comprimento por 13,5 metros de largura ligando a cidade sul-mato-grossense de Porto Murtinho a Vallemi, no Paraguai, e uma outra estrutura que terá 120 metros por 13,5 m de largura ligará as cidades de San Carlo, no país vizinho, ao município de Caracol.

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