Um vídeo de Marcelo Heitor Silvestre dos Santos virou ?viral? nas redes sociais, por satirizar o protesto do último domingo (15). Passaria ?batido? se não fosse um pequeno detalhe: o jovem é sobrinho do deputado federal, ex-prefeito e ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT, filho do prefeito de Porto Murtinho que leva o mesmo nome e primo do deputado federal Vander Loubet.
O rapaz foi corajoso, já que o DNA traz uma ligação forte com políticos do nosso Estado. No momento em que está dirigindo, ele dá gargalhadas e satiriza o protesto, como ?deu não, né? Dilminha tá lá, né? Como é que faz? Muito bom, é delicioso ganhar da direitinha. São quatro anos saboreando a vitória, o desespero, o mimimi, o chororô eterno, Mas valeu a caminhada, perdeu um pouquinho de caloria, tipo caminhada da saúde, né??.
No vídeo, em nenhum momento ele debocha da população ou se vangloria por fazer parte de uma família ligada a política. Como cidadão, ele expõe seu ponto de vista sobre as manifestações do dia 15 de Março. Mas rapidamente espalhou-se pelas redes sociais, por conseqüência, com reações e comentários adversos.
A jornalista Rachel Sheherazade compartilhou o vídeo gravado por Marcelo em seu perfil na rede social e escreveu: ?Marcelo Heitor Miranda - Filho do prefeito de Porto Murtinho e sobrinho do Zeca do PT. Tirando sarro da população e ainda vai se candidatar a vereador?.
Mas há que diga que ele apenas expressou sua opinião sobre o assunto. ?Não é porque é parente de político que ele tem que ser hipócrita?, comentou uma moça nas postagens do vídeo.
A repercussão levou Marcelo até uma delegacia de Campo Grande, onde ele registrou boletim de ocorrência de ameaça e injúria. Segundo o relato, após a postagem do vídeo, ele passou a receber mensagens do tipo ?eu sei onde você mora?, pedindo que sejam tomadas medidas para evitar eventuais riscos futuros.
A reportagem do site O Pantaneiro entrou contato com Marcelo Heitor, que nos atendeu prontamente e disse que manifestou sua opinião, mas que não imaginou que daria tamanha repercussão, mas é o que pensa sobre a situação. Mesmo se fosse contra o governo da Dilma, iria se manifestar da mesma maneira. Sobre o boletim de ocorrência, ele achou necessário o registro para manter sua integridade e da família.