O deputado estadual e ex-prefeito de Aquidauana Felipe Orro fez um discurso emocionado na tribuna da Assembleia Legislativa, na última semana, para anunciar as razões que o levam a pedir a desfiliação do PDT, partido no qual militou por 11 anos. Felipe Orro destacou a insistência da direção nacional em manter o partido na órbita do governo Dilma, o que tem desagradou importantes lideranças como o governador de Mato Grosso Pedro Taques, o senador Cristovam Buarque (que o deputado chamou de seus amigos) e o senador Jose Reguffe, do Distrito Federal)
"Aqui em Mato Grosso do Sul não foi diferente", prosseguiu Felipe Orro, citando vários episódios que provocaram cismas no partido. "O golpe de misericórdia veio recentemente. Sem consulta, sem justificativa plausível, a direção estadual decidiu cancelar as eleições para renovar os diretórios e nomear comissões provisórias em todos os municípios".
Essa medida, segundo o deputado, enfraquece o partido e desestimula a militância. "Os companheiros que lutam nos municípios, que sustentaram esse partido ao longo das décadas, não têm importância nenhuma para a direção regional, não têm direito de decidir os rumos a seguir em suas cidades." Até mesmo a decisão de lançar candidato ou fazer aliança precisa ser submetida à direção regional, conforme a resolução tomada pelo diretório estadual, segundo ele.
Por fim, Felipe Orro lembrou que tem colocado seu nome como opção do PDT para disputar a prefeitura de Campo Grande, porém não recebe sinalização da direção estadual em seu apoio. "Convidam outras lideranças pra se filiar ao PDT e ser candidato, cogitam nomes de filiados novos, tudo para criar confusão e, no fim, vão negociar a sigla, como sempre acontece."
Ao anunciar "com o coração ferido, mas cheio de esperança" sua desfiliação do PDT, o parlamentar disse que ainda não decidiu a qual partido aderir. "Seja qual for meu novo partido, vai receber o mesmo Felipe Orro de sempre, leal e sincero, verdadeiro nos princípios, democrata, temente a Deus e amigo das pessoas de bem".