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Corrupção

Três últimos governadores de Mato Grosso do Sul são citados na delação da JBS

Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja estão implicados

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No dia em que os brasileiros, estarrecidos, ouviam e assistiam áudios e imagens dos delatores da JBS na Operação Lava Jato, sobrou um capítulo para Mato Grosso do Sul. Nas falas e imagens, um dos donos da empesa, Wesley Batista, citou três governadores de Mato Grosso do Sul.

Segundo Wesley, um esquema de pagamento de propina serviu aos três mandarários, em troca de redução da alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).  Na delegação, gravada em 4 de maio, ele afirmou que o esquema começou no governo de Zeca do PT, passando pela gestão de André Puccinelli (PMDB) e ainda estaria em vigor na administração de Reinaldo Azambuja (PSDB).

No governo de Zeca, propina era paga em troca de 20% do valor do benefício de redução de ICMS. “Como este fato é de 2003, não temos mais o registro de quanto foi pago, nem a forma como foi pago”, disse Wesley.  Em 2010, quando candidato, Zeca teria recebido R$ 3 milhões de Joesley, sendo R$ 1 milhão em doação oficial e R$ 2 milhões em espécie.

Quanto a André Puccinelli, Wesley citou que o ex-governador teria recebido R$ 114.175,420,88, sendo R$ 90 milhões em espécie e R$ 24.175,420,88 em notas frias”. Ele teria dois operadores: Ivanildo Miranda, aque concedia “notas frias” por ser produtor rural e ter bois e André Luiz Cance. Uma tabela com as doações foi entregue a Justiça, com a relação de várias empresas envolvidas no esquema, entre elas a Amapil Táxi Aéreo, Instituto Ícone – do qual o filho de Puccinelli é sócio – Gráfica Alvorada, Gráfica do Michel Jafar, MP Produções Cinematográficas, Art Propaganda, Ibope Pesquisa e Consultoria e Proteco Construções.

Na atual gestão do governo do Estado o esquema ainda estaria em curso, com o governador Reinaldo Azambuja sendo o próprio operador. Wesley fala da existência de um intermediário na governadoria do Estado – “o Boni” -  que fornece notas frias em troca da isenção de ICMS das empresas do grupo JBS no Estado. De acordo com suas "planilhas", R$ 45.631,686,00 foram repassados, sendo R$ 35 milhões em notas frias e 10 milhões seriam em espécie, em negociação efetuada diretamente com Wesley. 

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