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"Mentira deslavada", diz governador Reinaldo Azambuja de delações do grupo JBS

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Um dia depois da divulgação de trechos da delação premiada da JBS, implicando seu nome, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), afirmou que as denúncias entregues à PGR (Procuradoria-Geral da República), “são mentiras deslavadas”. Ele participa, neste sábado (20), de entrega de viaturas em Dourados, a 225 km de Campo Grande.

“É totalmente infundada a fala do delator. Nunca entreguei nenhuma nota, isto é mentira. Estive inúmeras vezes com eles (Wesley e Joesley Batista) discutindo investimentos para o Estado, mas nunca entreguei nenhuma nota”, diz. Segundo Reinaldo, quando assumiu, havia “pressão muito grande”, por parte da JBS para os incentivos fiscais continuassem, sob pena de retaliação, como fechamento de algumas unidades em MS.

Reinaldo foi implicado na delação de Wesley Batista, divulgada ontem. Conforme a delação, Azambuja recebeu R$ 45 milhos, dos quais R$ 10 milhões em espécie e outros R$ 35 milhões por meio de pagamentos feitos com notas falsas emitidas por pessoas físicas e jurídicas. No depoimento, o delator afirma que é comum o esquema de troca de incentivos fiscais por propina em MS.

Além do atual governador, a delação traz valores que teriam sido entregues para os ex-governadores André Puccinelli (PMDB) e José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.

Dos cinco termos de acordo entre JBS e o Executivo Estadual, um se refere ao atual governo. Segundo Azambuja, os contratos se referem á ampliação das estruturas dos frigoríficos da Seara, em Caarapó, o de aves em Sidrolândia e construção de perus em Itaporã. “Fizemos a política de trocar benefício por emprego, que funcionou. MS foi o único estado com geração positiva nos últimos 12 anos”, defende.

Assim como disse em nota oficial divulgada na noite de sexta-feira, o governador afirmou que recebeu R$ 10,5 milhões em doações declaradas. “Até 2014, as empresas podiam doar. Nunca teve relação de propina”. O dinheiro teria sido repassado ao PSDB nacional e parte dele utilizados no primeiro e segundo turnos daquele ano.

"Mentira deslavada" – “Até parece uma piada” ironizou o governador a respeito da declaração, também dada na delação, de que Reinaldo Azambuja e Delcídio do Amaral (Sem partido), ambos adversários nas eleições de 2014, teriam feito acordo para que o vitorioso pagasse dívida do derrotado.

“Todo mundo sabe como foi enfrentamento que tivemos, contra o Delcídio e contra Nelson Trad Filho (PTB). Piada dizer que tínhamos acordo. É uma coisa impensável de uma pessoa que tem muito a esclarecer”. Azambuja afirma que fará a defesa do Estado, no primeiro momento, e depois, como pessoa física se defenderá de todas as acusações.

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