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Política

Capitão Contar coloca em evidência importância de doação de Medula através de projeto

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Como forma de chamar a atenção da sociedade para a importância de continuarmos realizando ações de incentivo à doação voluntária de medula óssea no Estado, o Deputado Estadual Capitão Contar protocolou na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) o Projeto de Lei para denominar a Lei n. 4.827, de 10 de março de 2016, de “Lei Michel Maruyama”. A respectiva Lei, determina a isenção do pagamento de taxas de inscrição em concursos públicos ao doador de medula óssea, além de outras providências.   
 
“Através das campanhas que realizou na internet o Michel conseguiu incentivar o cadastro de aproximadamente 11 mil doadores no Brasil. Seu exemplo nos mostra que as ações devem ser constantes. Com o nome de Michel Maruyama, a Lei que isenta o pagamento das taxas em concursos para quem for doador ganhará mais visibilidade e poderá atrair mais doadores voluntários”, diz o autor do projeto, Capitão Contar. 
 
Segundo dados registrados pelo Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) até abril de 2021, o Brasil possuía 5.373.398 doadores voluntários cadastrados no sistema e Mato Grosso do Sul 159.516 doadores cadastrados.
 
Os dados apontam ainda que, existem ao menos 850 pacientes em busca de doadores não aparentados no país e que o número de transplantes através de doadores não aparentados já demonstra uma queda significativa em 2021. Neste ano foram realizados 89 transplantes até o momento, em 2020 foram 279, e em 2019, 411.
 
Quem foi Michel Maruyama?
 
Michel Maruyama Gomes, destacou-se nos estudos, ingressando na Academia Militar das Agulhas Negras aos 16 anos, tendo formado aspirante em 2013. Destacou-se também no esporte, sendo atleta de pentatlo militar e de pentatlo moderno, ganhando diversas competições no Brasil e no Mundo, e foi, inclusive, um dos brasileiros a carregar a tocha olímpica. Assim como na vida escolar e acadêmica, o jovem campo-grandense também destacou-se ao enfrentar o desafio mais importante da sua vida, quando foi diagnosticado em 2014, com leucemia mieloide e precisou de transplante de medula óssea.
 
Foi quando Michel começou uma campanha na internet para informar e orientar a população sobre a importância e a forma de se fazer o cadastro para doação.   
 
O transplante foi feito em 2015, mas a doença voltou mais agressiva em 2016, atingindo o sistema nervoso central de Michel. Contudo, ele não se deixou abater e lançou a campanha mundialmente conhecida como #TamoJuntoMichel. O Militar encontrou forças na busca por uma medula compatível enquanto conscientizava outras pessoas pelas redes sociais. 
 
Depois de quase um ano de espera, um doador 90% compatível foi encontrado pelo Registro Brasileiro de Doadores de Voluntários de Medula Óssea (Redome) do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Michel fez seu transplante em Curitiba (PR), onde lutava contra a doença. Mesmo transplantado, perdeu a batalha para leucemia após três anos de luta, em 19 de março de 2017.

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