Proposta agora segue para sanção do governador
João Marcelo Correia Sanches
Publicado em 14/10/2021 às 12:32
Atualizado em 10/09/2026 às 14:14
Muitos consumidores podem até não saber, mas costumam comprar “queijos” que sequer levam leite na composição. Com receita geralmente baseada em gordura vegetal hidrogenada, amido modificado, água e apenas aroma artificial de muçarela ou outros sabores, os produtos até são mais baratos, mas enganam quem for mais desatento com suas embalagens e podem fazer mal à saúde.
Pensando nisso, deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) enviaram hoje um projeto de lei que trata sobre o assunto para sanção do governador Reinaldo Azambuja. A ideia é regulamentar a informação referente ao uso de outros ingredientes na fabricação do produto e evitar que ele seja comercializado como um laticínio.
Queijos falsos costumam vir "disfarçados" como requeijão cremoso, mas não levam leite na composição.A proposta foi aprovada por unanimidade e é de autoria do deputado estadual João Henrique Catan (PL), que deu mais detalhes sobre o combate aos “queijos fake”.
“O consumidor tem o direito de saber que o que está comendo não é queijo legítimo, derivado do leite e que só faz bem à saúde, ao contrário dos análogos, que contêm amido, gordura hidrogenada, esta última promovendo sérios riscos à saúde, como o câncer. Precisamos proteger não só o consumidor, mas o produtor rural deste tipo de produto, que investe, gera empregos, oferece algo de qualidade”.
Caso seja validada pelo chefe do Executivo estadual, a lei prevê que os rótulos destes produtos deverão incluir a informação “este produto não é queijo”, além da tabela nutricional e a lista de componentes da receita.
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