Decisão foi comunicada horas depois de o governador prometer apoio às escolas de samba de MS
João Marcelo Correia Sanches
Publicado em 27/11/2021 às 08:58
Atualizado em 10/09/2026 às 14:16
O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), anunciou na tarde desta sexta-feira (26) que, pelo segundo ano consecutivo, não haverá carnaval de rua na capital. A decisão vai ao encontro do aumento no número de casos no Estado e a descoberta da cepa Omicron.
“Estamos retomando, de maneira gradual, a nossa vida normal, mas ainda vivemos a incerteza do afastamento do perigo da Covid-19 e o surgimento de novas variantes, que preocupam técnicos em saúde do mundo inteiro. Em razão disso, em Campo Grande, optamos por não ter carnaval de rua. Seria imprudente e irresponsável contrariar a ciência e colocar em risco a saúde da nossa gente”, justificou Marquinhos.
O anúncio foi feito no mesmo dia em que Ricardo Ayache, presidente da Cassems, publicou um vídeo em rede social alertando sobre a primeira internação em três meses de um paciente de Covid-19 em estado grave no hospital da instituição.
Foi divulgado também que esta pessoa, que encontra-se em uma unidade de terapia intensiva (UTI), é uma das milhares no Estado que ainda não tomaram nenhuma dose das vacinas contra o coronavírus, e que, além de contraírem a doença mais facilmente, ajudam a espalhar novas cepas. Só na capital de MS, os que se recusam a tomar os imunizantes somam 80 mil.
A prefeitura de Campo Grande vai conversar com a Liga das Entidades Carnavalescas (Lienca) sobre a possibilidade de realizar os desfiles em formato digital e seguindo as normas sanitárias da ocasião. Eventos em clubes e casas noturnas também deverão obedecer regras de biossegurança, que serão criadas especificamente para esse fim.
De acordo com a decisão
O secretário de estado de Saúde, Geraldo Resende, disse nesta sexta-feira (26) que não aconselha a realização de eventos carnavalescos.
“Enquanto secretário de Saúde, tenho uma visão técnica de que neste momento a gente precisa se abster de ter carnavais. Logicamente, o governo tem pedidos de apoio por parte de prefeitos [para ter]. No entanto, eu escuto da minha equipe, de alguns secretários municipais de Saúde, que ainda não é hora de se promover eventos que levem a grandes aglomerações”, ponderou.
Organizadores de blocos tradicionais tentarão adaptar festas para espaços fechados (Foto: Vaca Azul)Já o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou que, caso as prefeituras decidam realizar as festividades, precisam respeitar o Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir). Quanto aos repasses prometidos durante coletiva na manhã de ontem, Azambuja assegurou que eles serão distribuídos independentemente da organização ou não das festas de rua.
“Em 2021, não foi possível fazer o Carnaval e os recursos repassados foram utilizados em oficinas e outras atividades. Nosso objetivo é minimizar os impactos da pandemia”, reforçou.
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