Dois maiores oceanos do planeta serão ligados por um corredor que terá em MS o seu epicentro
Renata Kelly Volpe
Publicado em 22/05/2022 às 15:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:18
A Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) vai realizar nos dias 26 e 27 de maio, o 1º Fórum “A Integração dos Municípios do Corredor Bioceânico”. Os dois maiores oceanos do planeta serão ligados, na América do Sul, por um corredor que terá em Mato Grosso do Sul o seu epicentro.
Isso encurtará a distância entre mercados e causará uma transformação geoeconômica e política, posicionando o estado como hub logístico, isto é, um ponto estratégico para exportação à Ásia e para distribuição de produtos importados do mercado asiático. Essa reconfiguração, prestes a ser efetivada, será possibilitada pela Rota Bioceânica.
A proximidade da concretização desse novo caminho para a Ásia torna fundamental a discussão sobre detalhes do empreendimento, ganhos econômicos e turísticos, oportunidades comerciais, geração de renda, desenvolvimento local, entre outros assuntos.
A Rota é um corredor rodoviário que se estende por 2.396 quilômetros, integrando o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile. Por esse corredor, serão ligados municípios de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, no Brasil; Alto Paraguai e Boquerón, no Paraguai; Salta e Jujuy, na Argentina; e Antofagasta, no Chile.
Além de ser uma alternativa competitiva de escoamento de produtos ao mercado asiático por meio do oceano Pacífico, o Corredor deve proporcionar o desenvolvimento local nos quatro países.
Com esse evento, a Casa de Leis abre espaço para o debate e definições de negócios e investimentos que poderão resultar em melhoria de renda para moradores de diversos municípios dos quatro países por onde o corredor passará.
Conforme o estudo “Corredor Bioceânico de Mato Grosso do Sul ao Pacífico: Produção e comércio na rota da integração sul-americana”, da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), a Rota deve “gerar uma integração de regiões com demandas de investimentos públicos e privados que proporcionem geração de renda e melhoria da qualidade de vida, como o sudoeste sul-mato-grossense, o Norte do Paraguai, o Norte da Argentina e a região central chilena”.
O estudo da UEMS também enfatiza a relevância da posição geográfica de Mato Grosso do Sul para a Rota Bioceânica. “Mato Grosso do Sul possui uma posição estratégica tanto para a projeção na América do Sul (fronteiriço à Bolívia e ao Paraguai), quanto para o acesso à Bacia do Prata e ao litoral Pacífico, por meio das hidrovias Paraguai-Paraná e do Prata, e pela proximidade de pontos de passagem pelas cordilheiras”, afirma o documento.
Com assessoria
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