União afirma que amplia participação social na construção de políticas
Karina Aguilar
Publicado em 17/12/2023 às 10:55
Atualizado em 10/09/2026 às 14:25
O Salão Nacional do Turismo, em Brasília, foi palco da posse de 90 membros do Conselho Nacional de Turismo, no sábado, 16. O órgão responsável pelo assessoramento técnico do Ministério do Turismo auxilia na definição e na implementação de políticas públicas. A nova composição resulta de um processo seletivo que buscou ampliar a participação de organizações da sociedade civil, a fim de qualificar o planejamento de ações. Na ocasião foram criados, ainda, duas novas câmaras permanentes: incentivo ao turismo em comunidades negras, indígenas e comunidades tradicionais e de segurança turística.
De forma inédita, a estrutura do Conselho, apresentada durante reunião, que contou com a participação da Secretária Executiva do MTur, Ana Carla Lopes, dispõe agora de entidades como a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), a Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil, o Coletivo Brasileiro Pelo Turismo Responsável (Coletivo Muda!) e o Serviço Social do Comércio (SESC), entre outras, com mandatos de dois anos.
"É muito importante a ampliação da sociedade civil neste conselho. É uma bandeira do presidente Lula fortalecer o diálogo na nossa sociedade e o turismo é uma atividade que propaga o respeito a pluralidade cultural e social. Estamos vendo hoje, um grupo mais amplo e diverso e nosso setor só tem a ganhar com isso e é com esse foco que o Ministério do Turismo trabalha as suas políticas", afirmou a secretaria executiva da Pasta, Ana Carla Lopes.
"O turismo LGBT é um dos nichos mais rentáveis porque a comunidade valoriza muito o valor agregado do produto e do serviço. Considerando que a população LGBT é em torno de 12%, e deixar essa parcela fora das discussões e a população LGBT tem necessidades específicas e pra atrairmos esses turistas estrangeiros temos uma lição importante a ser feita", fala Ricardo Gomes, conselheiro, complementando que é de suma importância a participação da Câmara de Comércio e Turismo LGBT.
Também houve a inclusão no CNT da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo (ANPTUR), do Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura (CLAEC) e da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT). A presença de entidades do tipo favorece a contribuição da academia e de especialistas às discussões a respeito dos rumos do setor, a partir de um debate técnico e com base em análises, dados confiáveis e métodos de monitoramento mais eficientes.
Outra novidade é a participação, agora na condição de membros permanentes, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados (CTUR), da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal (CDR), do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur) e da Associação Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Turismo (Anseditur).
O CNT passa a contar, ainda, com representantes dos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, dos Povos Indígenas e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A presença dos órgãos amplia a abordagem de temas transversais ao governo federal, a exemplo dos direitos das mulheres, das comunidades tradicionais, meio ambiente, igualdade racial e do combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo.
"A ideia da criação desta câmara temática não inviabiliza a nossa participação em outros grupos mas é um convite para a participação dos demais conselheiros nessa pauta e mostrar como o turismo pode chegar nessas comunidades. Nós sabemos como deve ser a atuação do turismo nessas comunidades", afirmou a conselheira Chirley Pankará.
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