Eleições 2026
Candidata do PSDB afirma que passagem pelo Executivo ajudou a identificar lacunas nas políticas públicas; proposta para mães cuidadoras está entre as medidas defendidas por ela
Publicado em 18/09/2026 às 16:10
Viviane Luiza é candidata a deputada federal / Divulgação
A experiência acumulada durante a passagem pela Secretaria de Estado da Cidadania é apontada por Viviane Luiza (PSDB) como uma das bases de seu projeto para a Câmara Federal. Candidata a deputada federal, ela afirma que o contato com os 79 municípios de Mato Grosso do Sul permitiu conhecer diferentes realidades e identificar desafios na execução das políticas públicas.
Viviane Luiza foi a primeira titular da Secretaria de Estado da Cidadania e deixou o cargo em abril deste ano para disputar uma vaga na Câmara. De acordo com informações divulgadas pela campanha, durante o período à frente da pasta, ela também buscou articulação com órgãos do Governo Federal para ampliar iniciativas desenvolvidas em Mato Grosso do Sul.
Segundo a candidata, a vivência no Executivo mostrou situações em que mudanças na legislação podem contribuir para que programas públicos alcancem melhor a população.
“Precisamos fazer com que elas sejam executadas de uma maneira que realmente chegue à vida das pessoas e, em alguns casos, fazer ajustes na legislação”, afirmou.
Ela também defende que o conhecimento adquirido nos municípios seja considerado na elaboração de propostas para o Congresso. Na avaliação apresentada por Viviane, as características de cada território precisam ser observadas para que as políticas públicas sejam adequadas às necessidades locais.
Durante a passagem pela Secretaria, Viviane relata ter buscado recursos e parcerias com ministérios para ampliar ações desenvolvidas no estado.
“Quando estava na Secretaria da Cidadania, busquei recursos em Brasília e, trabalhando com ministérios, percebi que poderíamos ampliar aquilo que funciona”, disse.
A candidata afirma, ainda, que iniciativas desenvolvidas em Mato Grosso do Sul podem servir de referência para outros locais quando houver características semelhantes e condições para sua aplicação.
Entre as mudanças que Viviane pretende discutir no Congresso está uma proposta voltada às chamadas mães atípicas que deixam o mercado de trabalho para cuidar dos filhos ou de familiares.
A ideia defendida por ela é criar um período de transição para a cuidadora após a perda da pessoa assistida. Pela proposta apresentada, o benefício seria mantido por mais um ano, permitindo que a mãe tenha tempo para se reorganizar, buscar qualificação e tentar retornar ao mercado de trabalho.
“Ela não pode perder a pessoa de quem cuidou e, no dia seguinte, já precisar resolver imediatamente como terá dinheiro para continuar vivendo”, afirmou.
Viviane também relaciona a experiência administrativa ao uso de dados para identificar demandas e orientar a formulação de políticas públicas. Ao abordar o Observatório da Cidadania, ela defendeu que informações sobre os municípios podem ajudar a direcionar ações de acordo com as necessidades de cada população.
“Se eu tenho esses dados e evidências, eu vou saber qual é o município que está envelhecendo mais, qual é essa política pública que eu tenho que fazer para que seja efetiva e assertiva”, declarou.
Ao explicar a decisão de disputar uma vaga na Câmara Federal, Viviane relacionou a candidatura ao trabalho desenvolvido anteriormente no Executivo.
“Pensar em estar na política é realmente para que a gente apresente aquilo que já fui testada numa gestão”, afirmou.
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