Nova pesquisa publicada no Journal of Psychiatric Research confirma que a maconha pode danificar o cérebro. Pesquisadores encontraram alterações estruturais no cérebro de usuários de maconha, especialmente em áreas que fazem conexões de importantes funções, tais como memória, atenção, capacidade de decisão, linguagem e funções executivas.
Usuários de maconha com uma média de idade de 19 anos internados numa clínica de tratamento de dependência de drogas foram submetidos a técnicas especiais de ressonância magnética e os resultados foram comparados a um grupo controle sem história de consumo regular de maconha, álcool ou qualquer outra droga. O grupo de usuários de maconha consumia a droga desde os 13 anos até os 18-19 anos, e numa quantidade de cerca de seis 'baseados' no último ano anterior à suspensão da droga.
Consumo de maconha está associado a redução do volume de estruturas cerebrais associadas à memória e às emoções
As alterações estruturais encontradas indicam danos no componente de mielina do cérebro, que pode ser comparada a uma capa que envolve as ramificações dos neurônios e que potencializa a velocidade dos impulsos nervosos. O estudo não é definitivo, mas é concordante com estudos anteriores que já haviam demonstrado que o consumo de maconha está associado a redução do volume de estruturas cerebrais associadas à memória e às emoções.
Esse mesmo grupo de pesquisadores já havia demonstrado que a adolescência ainda é um período de maturação das estruturas cerebrais e que por isso deve ser vista como uma fase da vida de maior vulnerabilidade a insultos cerebrais, como é o caso de substâncias neurotóxicas. Estudos também têm demonstrado que o uso de maconha na adolescência aumenta o risco de transtornos psiquiátricos na vida adulta.
SEGURANÇA NO CAMPO
Entre as pessoas detidas está uma mulher com mandado de prisão por homicídio qualificado; ação também resultou na apreensão de munições
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