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Chuva deixa agricultores de Mato Grosso do Sul apreensivos no início da colheita

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O alto índice de chuvas deixa os produtores rurais sul-mato-grossenses apreensivos na véspera do início da colheita de soja. Segundo o Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec- MS), há municípios nos quais o volume de chuvas nos 13 primeiros dias de janeiro ultrapassa a média histórica do mês, como Bela Vista e Sete Quedas.
 
Em Campo Grande, choveu 226,2 milímetros no período, quase o mesmo que a média histórica do mês todo, que é de 231,9 milímetros. O temor é que a chuva comprometa a previsão inicial para a safra 2015/2016 de soja, com estimativas de colheita de 7,4 milhões de toneladas do grão.
 
O secretário de Estado de Produção e Agricultura Familiar, Fernando Lamas, acompanha a apreensão dos diferentes segmentos envolvidos com a produção agrícola em Mato Grosso do Sul. O excesso de chuvas já prejudicou os pequenos produtores de hortifruti. ?O segmento das folhosas está sendo duramente afetado. Já podemos conferir reflexos diretos nos preços de alface e couve, por exemplo?, lamenta Lamas, que também é engenheiro agrônomo.
 
Os municípios onde o problema é mais grave são Amambai, Aral Moreira, Ponta Porã e Laguna Caarapã. Muitos produtores estão drenando as lavouras por meio de valetas para eliminar os excessos. ?Quando as plantas recebem água em excesso, elas encerram o seu ciclo antecipadamente, o que pode resultar em uma colheita abaixo de esperado, com grãos menores e com menos peso, e interferir nos números de produtividade?, explica.
 
O grande número de áreas com algum grau de inundação preocupa e mesmo não sendo essa inundação em áreas totais, mas nas partes mais baixas, o que já coloca o produtor em alerta. ?A persistência do clima chuvoso num solo saturado causa o encharcamento. Temos ocorrências em diversas propriedades?, afirma o secretário.
 
Lamas ressalta ainda a preocupação com as vias de acesso, comprometendo o escoamento da produção. Segundo dados da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o Estado tem 43 pontes destruídas e 24 danificadas. Também são 24 os municípios em situação de emergência. Como medida emergencial, o Governo do Estado busca o apoio do Exército Brasileiro. ?Trabalhamos com a possibilidade de que sejam montadas pontes móveis em alguns municípios?, afirmou.
 
Se as chuvas persistirem, também existe o risco de se acentuem as dificuldades para o controle das pragas na lavoura, o que pode impactar diretamente na produtividade. Lamas alerta ainda que se o quadro se mantiver após o dia 20 de janeiro, os produtores terão prejuízos qualitativos e quantitativos, pois a soja começará a arder e perder qualidade.


AQUIDAUANA
A ponte Rondon de Oliveira, que liga os municípios de Anastácio a Aquidauana e está recebendo reparos desde segunda-feira (11) através do trabalho da empresa M.Y. Molinero de Souza Eirelli- EPP, contratada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Segundo a equipe parte da madeira do assoalho estava podre e poderia, com o excesso de chuvas, causar transtornos e até mesmo acidentes.

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