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Justiça condena casal a 56 anos de prisão pela morte de taxista

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Condenado pela Justiça, sem direito de recorrer em liberdade, o casal acusado da morte do taxista Claudinei Guerreiro Zorio, de 64 anos, no início de março deste ano.

O julgamento pelo crime de latrocínio ? roubo seguido de morte ? aconteceu na quinta-feira (25). Edgar Souza de Arruda, 26, foi condenado a 26 anos e três meses de reclusão. Ingride da Silva Suares, 23, foi condenada a 30 anos de prisão ? pena máxima existente no Brasil. Somadas as penas são 56 anos e nas duas situações, o regime inicial é o fechado.
 
Na sentença, o juiz da 2ª Vara Criminal, Deyvis Ecco, esclarece que não concedeu aos réus o direito de apelarem em liberdade, porque ?os fundamentos da prisão preventiva permanecem incólumes (garantia da ordem pública)?.

A pena um pouco menor imposta a Edgar pode ser explicada pelo fato de que ?deve ser reconhecida a atenuante da confissão espontânea, haja vista que o interrogatório do réu foi utilizado como fundamento para sua condenação?. 
 
De acordo com o magistrado, ?a autoria é certa e recai na pessoa do denunciado Edgar Souza de Arruda, porquanto ele confessou a autoria delitiva de maneira detalhada, narrando todas as circunstâncias ocorridas desde os atos preparatórios ao crime até o momento em que ele e sua comparsa foram presos no território boliviano?.
 
A sentença do juiz da 2ª Vara Criminal, Deyvis Ecco, traz informações do inquérito policial. Nele é relatado que um boliviano, primo de Ingride, ?encomendou? à prima o veículo a ser roubado e que deveria ser levado até a Bolívia. ?os denunciados Edgar e Ingride, de forma premeditada, passaram a observar a vítima Claudinei Guerreiro, o qual é taxista, monitorando a rotina do ofendido, a fim de colocar em prática a execução do crime.

Para tanto, inclusive, tiraram fotografias do veículo automotor, enviando-as para o contratante?. O inquérito diz ainda que depois de colocar em prática o plano, contratando, um dia antes, a suposta corrida junto à vítima ?a fim de preparar-se para o crime, Edgar, naquele mesmo dia (08.03), adquiriu duas facas?.
 
O crime
O taxista Claudinei Guerreiro Zorio foi morto a facadas no dia 09 de março deste ano, numa ação montada por Edgar e Ingride para roubar o carro da vítima, um Ágile. O casal acusado foi preso na Bolívia no dia 19 daquele mês, pelos policiais bolivianos da Direção de Investigação e Prevenção ao Roubo de Veículos (Diprove). Os dois foram expulsos de lá dois dias depois.
 
No dia 23 de março, a Polícia Civil de Corumbá fez a reconstituição dos fatos. A ação mostrou que tudo foi premeditado.

?Foi uma dinâmica de premeditação e ficou muito claro isso. Essa premeditação consta do momento em que o Edgar avistou o veículo da vítima no dia anterior [08 de março], parou no ponto de táxi da vítima, pegou um cartão com o taxista, perguntou se fazia corridas normalmente, e foi embora para casa. Já na casa da Ingrid, por volta das 07 horas da noite, telefona para a vítima perguntando se teria condições de fazer uma corrida amanhã pela manhã [dia 09], para levar a mulher à Saúde da Mulher porque ela está grávida.

O taxista falou que sim, que faria essa corrida. Quando foi entre 05h15 e 05h20 [do dia do crime] houve outro telefonema do Edgar já na posição onde  pega a corrida [na parte alta da cidade, próximo ao Anel Viário da BR-262]. 
 
Desse ponto, nesse momento, ele liga para a vítima, que demorou de 7 a 10 minutos, que chega por volta das 05h30 e acontece toda a situação. Com um golpe fatal na carótida (vaso sanguíneo situado no pescoço e que leva sangue ao cérebro) da vítima e outros quatro golpes de faca ao longo do corpo [o taxista foi rendido]. A vítima levanta, é empurrada pelos dois para fora do veículo e cai em meio à BR.

Se levanta sangrando, se joga em cima do capô do veículo para impedir que eles prossigam. Ainda conseguiu dominar a faca do autor e cortou a Ingrid, ela está com um corte no braço. Isso representa a luta dele pela vida. Na continuidade [da reconstituição], delimitamos a chegada da vítima até o local onde foi encontrado, ele foi cambaleando e caiu nas proximidades da BR?.
 

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