Suplício
De colchão a geladeira, houve quem ficou sem quase nada após a chuva
Moradores da rua Wanderley, na Vila Pedreira, em Anastácio, ainda sofrem com as consequências causadas pelas últimas chuvas que caíram sobre a cidade deixando vários prejuízos, principalmente materiais, além da grande preocupação caso volte a chover com a mesma força.
Após receber denúncias de moradores que pediam socorro, O Pantaneiro, foi até o local para conferir a situação e conversar com quem perdeu pertences pessoais. Os moradores tiveram a casa invadida pela lama, muita sujeira e, consequentemente, o enorme trabalho de limpar tudo enfrentando o mau cheiro deixado pela água com esgoto que vaza diariamente.
Entre as 14 pessoas que foram fortemente afetadas pelo prejuízo, está a família de Aparecida Natalina 43 anos, dez deles morando na rua Wanderley. Ela disse que sempre sofre com as fortes chuvas devido à falta de obras de asfaltamento e saneamento, no local. “Agora molhou colchão, molhou roupa, cômoda, acabou. E queimou o motor da minha geladeira. É complicado, a gente não tem o dinheiro para comprar outra geladeira. Graças a Deus a família está bem. E bens materiais quem puder nos ajudar”. Apela Aparecida, (muito emocionada), que mora com um total de sete pessoas da família dela. Para ajudar Aparecida, o telefone de contato é o (67) 99643-4489.
O problema que a moradora passa, se repete entre outros vizinhos, que há anos, vivem os prejuízos causados pelas chuvas. Como por exemplo seu João Ribeiro, 82, sendo 40 deles como morador no local.
“Quando eu cheguei aqui, nunca entrava aqui em casa. Nunca entrou água aqui em casa e, agora no momento, está entrando direto. Choveu, a água vem aqui em casa. Entra muito barro aqui dentro, água bastante, vai na porta da cozinha, a água fica no meio da canela, direto aqui, corre igual um rio.”
Além do problema com o temporal, o idoso precisa lidar com as questões de saúde, já que perdeu a visão de um dos olhos e enxerga pouco da outra.
Caminhando pela rua é possível observar todo o drama e o caos enfrentado pelas famílias, que residem na localidade e que durante a conversa trazem respostas semelhantes.
“Sempre passamos por isso. Era pior ainda. Alagava tudinho. Nós ficávamos com a água no joelho. Nessa última não entrou na minha casa, mas entrou na casa dela. Teve que cavar toda a rua lá para poder tirar a água da casa dela”, explica Enedir Pinto, de 62 anos.
Enedir vive com a irmã, que é deficiente, há mais de 50 anos na área. Os moradores desejam bastante é que as autoridades olhem pela rua Wanderley, na Vila Pedreira, em Anastácio e tomem providências para colocar um fim no drama que eles enfrentam toda vez que chove forte.
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