Nova Aquidauana
Idealizador está feliz com resultado, mas alunos ainda precisam de meiões e chuteiras
Daniele Valentin
Publicado em 02/12/2017 às 16:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:36
O sonho de Cleber Silva Toledo, de 42 anos, de colocar em prática um projeto de futebol no campinho do bairro Nova Aquidauana já é realidade. Neste sábado (2), por exemplo, 44 crianças estavam presentes nas partidas de futebol, que também serão realizadas as quartas-feiras durante as férias.
Na cadeira de rodas há oito anos, depois de uma acidente de trabalho, Cleber conta que a felicidade é poder transformar a vida de crianças por meio do futebol. Com doações de bolas para iniciar as atividades, o idealizador do programa não perdeu tempo, mas ressalta que a maior parte dos alunos joga sem chuteiras.
“Eu não posso correr, mas eu dou alegria para eles. Você tira das drogas, tira das ruas e dá um futuro melhor para essas crianças. Agora, a maior parte deles não tem chuteiras, precisamos de doações de meiões, chuteiras e shorts”, disse.
Ele explica que já havia dado início ao projeto em um final de semana, com a realização de alguns jogos no local, mas que entrou "com a cara e a coragem", pois não recebe nenhum tipo de incentivo financeiro. "Eu não tenho nenhum tipo de patrocínio. Quando fiz os jogos aqui, vi a felicidade das crianças e quero continuar com isso, só que eu não tenho nada", contou.
Além das atividades, Cleber quer fazer mais pelas crianças participantes do projeto. Com a esposa em casa e um fogão de lenha, quer poder alimentar os alunos enquanto estiverem nos jogos. “Aqui em casa eu tenho um fogão de lenha, onde minha mulher pode fazer um arroz carreteiro para as crianças, e também distribuir refrigerante, para que elas possam ficar", pontuou.
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