Programa 'Família Acolhedora' visa conceder um lar a crianças e jovens afastados dos pais biológicos
Vanessa Ricarte
Publicado em 03/04/2018 às 11:24
Atualizado em 10/09/2026 às 14:01
Já está em fase de implantação, em Aquidauana, o serviço de Acolhimento Familiar, prescrito pelo Estatuto da Criança e do Adolescente como prioritário. Atualmente, 26% dos municípios do estado tem o Programa “Família Acolhedora” em andamento ou está em vias de implantação. O serviço é simples, mas muito eficaz ao que se propõe.Estimativas apontam ser, pelo menos, 50% mais econômico do que o modo tradicional de acolhimento.
Por meio do serviço de Acolhimento Familiar as crianças e adolescentes – temporariamente afastados dos pais biológicos por determinação judicial – são colocadas em famílias da própria comunidade. Essas famílias são previamente selecionadas, capacitadas, remuneradas e acompanhadas durante e ao final do acolhimento. O que aquelas crianças encontram nessas famílias é algo que só mesmo uma família pode dar, amor e afeto, algo básico no ambiente familiar, porém fundamental para aquele momento difícil pelo qual está passando o acolhido.
O programa Acolhimento Familiar está em plena execução os municípios de Camapuã, Fátima do Sul, Laguna Carapã, Figueirão, Vicentina, Três Lagoas, Jateí e Alcinópolis. Alem de Aquidauana, estão em fase de implantação Campo Grande, Dourados, Coxim, Pedro Gomes, Itaporã, Bataguassu, Mundo Novo, Sidrolândia, Nova Alvorada do Sul, Antônio João, Bandeirantes e São Gabriel do Oeste.
Um ponto importante, segundo o magistrado, é ter em mente que as Famílias Acolhedoras não devem ser tratadas como voluntárias. A colocação de uma nova criança naquele ambiente familiar implica em aumento de custos. Portanto, essas famílias deverão receber um incentivo financeiro compensatório. Mas não deve ser esta, obviamente, a motivação principal. “A família deve ser tocada primeiro pelo desejo de ajudar, de ser fraterna, de ter compaixão com os necessitados. A questão da remuneração não pode estar à frente destes sentimentos”.
Estudos apontam que o acolhimento de crianças em ambiente familiar é significativamente mais vantajoso do que o acolhimento em instituições, principalmente nos primeiros anos de vida, havendo um melhor desenvolvimento das relações de afeto e apego, o que repercutirá por toda a vida do indivíduo.
*Com informações da Assessoria do TJMS
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