Aquidauana
Seis dos automóveis pertenciam a clientes e ele teve que pagar
Mais de quatro meses depois da enchente do rio Aquidauana que assolou Aquidauana e Anastácio, algumas pessoas ainda não conseguiram cobrir os prejuízos. O mecânico Gilson Novaes da Costa, de 34 anos, é uma delas. A oficina dele, localizada no Bairro Guanandy, em Aquidauana, a 100 metros do rio, foi pega de supresa e pelo menos sete veículos, seis deles de clientes, foram danificados.
Gilson teve que arcar com as despesas de todos. Três deles ele já quitou, mas ainda restam três, num total de R$ 15 mil, que pretende pagar até o fim do ano. Isso sem mencionar que um dos sete carros destruídos era o carro dele. "Não sei como encheu tão rápido. Não tivemos tempo de tirar os carros", disse o mecânico.
Ele explica que está no mesmo local há quatro anos e que sempre observava o campo e futebol para medir o nível da água. "A gente fica de olho no campinho, mas desta vez, não deu tempo. Quando a gente viu, o campo já estava cheio e a água já estava chegando aqui em cima. A gente correu e foi tirando eles um por um, mas não conseguimos todos. Sete, um deles o meu, ficaram pra trás".
O mecânico afirma que, apesar do risco, o ponto onde está é bom, pois é no centro da cidade, perto de clientes e revendedoras de peças, mas que vai se precaver. "Agora é o seguinte, se a água chegar perto do campo a gente vai sair daqui correndo. Eu não vou querer nem saber se é enchente ou não".
Colaborou Luiz Guido Jr.
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