Aquidauana
O idoso disse que estava ali porque é seu direito e a maneira que tem de tentar buscar um Brasil e um Mato Grosso do Sul melhores
Aos 73 anos, Arnaldo Luiz Taveira acordou cedo e foi para a escola Marechal Deodoro da Fonseca, em Aquidauana, para votar. Mesmo não sendo obrigatória sua participação, já que ultrapassou a idade limite segundo a Constituição, fez questão de exercer seu direito. “Enquanto eu andar, eu vou votar”, disse ele, na fila para entrar no local de votação.
O idoso disse que estava ali porque é seu direito e a maneira que tem de tentar buscar um Brasil e um Mato Grosso do Sul melhores. “Quero que as coisas melhorem. Do jeito que está não pode continuar. Tem que melhor emprego para o povo, melhorar o salário do pobre e dar um jeito de dar mais educação para as crianças”, comentou.
Custódia Ayala Alves, de 87 anos, também fez questão de garantir seu direito. “É um dia importante, porque Jesus já preparou e não mandou chuva, não mandou para que nós pudéssemos votar. Esta senhora aqui nem deveria vir, mas como tenho poder e força, vim garantir meu voto”.
De acordo com a Constituição, o voto é facultativo para os analfabetos, eleitores com 16 ou 17 anos e 70 anos ou mais. Estes cidadãos não precisam se registrar e, caso o façam, seu voto não é obrigatório. Nas eleições de 2002, o percentual de eleitores com voto facultativo era de 13,5%.
Eleições tranquilas
Sem precisões, tumultos ou aglomerações, a eleições seguem tranquilas em Aquidauana e região. De acordo com o chefe de Cartório Fábio César Dias Dantas, o Fórum Eleitoral segue aberto até ÀS 17 horas, para atendimento da população. Ele disse que algumas pessoas apresentaram dúvidas quanto a foto dos candidatos, mas disse que os votos estão sendo computados normalmente. “Alguns eleitores votam muito rápido, e não dá tempo de a urna processar a imagem do candidato, mas o voto foi contado”, explicou.
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