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Investigações

Balcão de Negócios: policiais civis são presos novamente

Entre as acusações estão: corrupção, vantagens econômicas e concurssão, além do envolvimeno no sumiço da cocaína

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Os policiais civis Gil Emerson Vasconcelos Santana e Paulo César dos Reis, presos pelo Gaeco no dia 08 de julho na operação Balcão de Negócios, ganharam a liberdade nesta quarta-feira (31), mas foram presos novamente quase 24 horas depois.

Consta nos autos da revogação da prisão que, não se comprovou de maneira segura, o envolvimento dos mesmos nos delitos de tráfico de drogas e organização criminosa. O MPE, por intermédio dos Promotores de Justiça do Gaeco, revogou a prisão temporária dos dois policiais e de Nelson da Silva Franco e Edson da Silva Barros.

Mas nesta quinta-feira (01), os dois foram presos novamente e em nota, o Gaeco apresentou à imprensa um balanço da operação “Balcão de Negócios”, que resultou em 15 réus acusados de integrarem organização criminosa que atuou na polícia da região de Aquidauana.

Em nota, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) informou que as investigações feitas por meio de solicitação da 3ª Promotoria de Justiça de Aquidauana com foco na atuação do delegado Eder Oliveira Moraes possibilitaram o oferecimento das denúncias. Ele e os investigadores acusados de participação nos crimes foram afastados da polícia.

Eder é acusado de corrupção e concussão. Segundo o MPMS, ele utilizava a 1ª Delegacia de Polícia de Aquidauana como balcão de negócios, por isso o nome da operação, onde obtinha ‘vantagens econômicas indevidas’. O esquema era feito por meio de pressão do advogado que intimidava presos em flagrante para contratarem advogados específicos, e depois recebia contrapartida pelos honorários.

Conforme as investigações, essa conduta foi verificada em pelo menos 14 casos. Tornaram-se réus também advogados envolvidos no esquema e empresário do município

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