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Empreendedorismo

Amor é o ingrediente que mantém os pequenos negócios abertos em meio a pandemia

Para quem vende alimentos, a fidelidade dos clientes foi mais que essencial

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Confesso que não me recordo bem ao certo do dia em que escrevi pela primeira vez sobre a necessidade da realização do isolamento social em Aquidauana e Anastácio, por conta do coronavírus. Graças a memória do querido padre Paulo de Souza, da Imaculada Conceição, recordo que foi em 18 de março que nossa rotina começou a mudar. Neste sábado (20) são 95 dias de reinvenção!

São muitas as histórias de vidas afetadas direta e indiretamente por essa pandemia. Gente que perdeu entes queridos, pessoas que precisaram pedir desculpas por ter sido o primeiro contaminado pelo vírus e sofreu linchamento virtual, quem ficou desempregado e quem necessitou sair completamente da zona de conforto para ter comida na mesa.

É o caso do administrador José Henrique dos Anjos, de 36 anos, pai de três filhos com a Priscila Acosta, de 37 anos. Foi ela que, vendo o esposo não conseguindo emprego mesmo tendo ensino superior, pensou em comercializar o que ele que fazia de melhor com seu dom: cozinhar com amor para família.

“Na hora do desespero, a gente se viu na situação de começar a fazer o que ele tinha de dom e não de estudos. Servimos para os clientes e amigos o que servimos para os nossos filhos! Todos os ingredientes são preparados com muita atenção, carinho e qualidade. Nessa fase, procurar os pequenos negócios é muito importante, pois só quem passa por uma crise como a gente passou, tendo filhos, vai dar valor em comprar no mercadinho perto de casa”, diz Priscila emocionada.



Ela ajuda o marido na venda dos marmitex, que são vendidos nos preços individual ou reforçado, com entrega a domicílio nas duas cidades. Eles moram na Vila Bancária, mas entregam até no bairro Cristo Rei em Anastácio. Para quem deseja conhecer, basta mandar mensagem para (67) 99296-8757.

Já a dona Aparecida Gonçalves de Brito, de 52 anos, que mora na Vila Noroeste, está a mais de 20 anos trabalhando com a venda de bolos. Com a chegada da pandemia, as encomendas de bolos para festas diminuíram muito e ela precisou acrescentar mais produtos no catálogo de vendas, dando espaço para os pães e salgados. 



“É importante prestigiar as pessoas autônomas, pois muitas vezes não têm renda fixa para as contas do mês. Sempre fui bem sucedida com a ajuda de Deus, mas também por ter muitas pessoas que gostam do meu trabalho”, agradece Cida. Para quem deseja conhecer o trabalho dela, ela atende pelo (67) 99164-1936.

Conectada nas redes sociais, Mary Terezinha Massacote, de 50 anos, apostou nos produtos mais caseiros. Começou com o queridinhos pães de forma e pão italiano, mas agora também está vendendo salgados e bolos simples com cobertura, aqueles que gostamos de comer com café a tarde.

“Tudo que faço é com muito amor e capricho para as pessoas que confiam no meu trabalho e fazem um pedido comigo. Agradeço a Deus e aos meus clientes por me darem a chance de fazer aquilo que amo”, diz a Tia Mary.



Ela mora na Vila Santa Terezinha, mas atende a toda cidade. Os pedidos podem ser feitos pelo (67) 9 9276-9414, mas você também pode conhecer o trabalho dela no Instagram e no Facebook. 

 

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