Amor
A muda da cattleya nobile foi levada para família após uma viagem a Serra de Maracaju
Se você costuma caminhar pelas ruas do Bairro Alto, em Aquidauana, seus olhos já devem ter sido atraídos pela cor de uma orquídea, plantada em uma árvore tipo fênix. Mas ela não é uma simples flor, é uma herança de família com valor sentimental superior a qualquer tesouro na Terra, pois está na família de Gigliola Nepomuceno a mais de 40 anos.
Gi e sua amada orquídea antes de florir. (Foto: Arquivo Pessoal)Gigliola foi criada pelo avô, Arlindo Amâncio Teixeira. Foi ele que trouxe a muda de cattleya nobile, de uma visita aos familiares na região da Serra de Maracaju.
“Essa muda é uma muda antiga que a gente tem. Ela foi plantada primeiro em um pé de goiabeira, quando ele a trouxe. Quando eu casei, ele fez uma muda pra mim, me deu que é essa que tá na frente da minha casa. Então ela já está comigo há 23 anos”, conta.
O Seu Arlindo faleceu aos 80 anos, em 2005. Durantes todos esses anos de sua partida, a orquídea se tornou a melhor e mais colorida lembrança de sua vida.

“Eu fui criada pelo meu avô, sempre moramos juntos. E nossa, essa orquídea é como se ele tivesse, de lá no céu, olhando por mim. Essa sensação que eu tenho mesmo é de muito amor”, completa Gigliola.
Essa espécie de orquídea é considerada patrimônio do cerrado sul mato-grossense. O seu florir, normalmente de dois em dois anos, conta a história da nossa natureza. Porém, não foi apenas a familiaridade com o ambiente que fez essa flor ter uma trajetória de 40 anos.
Gi e o esposo quando fizeram a troca da flor, de uma laranjeira para a fenix. (Foto: Arquivo Pessoal)O principal adubo para sua existência foi o amor de uma neta pelo avô. “Realmente é muito amor envolvido nessa orquídea. Ela é maravilhosa! É minha relíquia, não tem preço”, concluiu.
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