Celebração
Conversamos com Fernando Ibanez, biólogo e doutor em ecologia da SEMA
Foi no dia 3 de setembro, mas no ano de 1979, após a lei nº 6.684 ter sido sancionada, que ficou reconhecida a profissão de biólogo, além de serem criados o Conselho Federal e os Regionais. Para quem escolheu a biologia como profissão, o juramento de exercer o trabalho “em defesa da vida, estimulando o desenvolvimento científico” é missão diária.
Graduado em biologia desde 2005 e doutor em ecologia, Fernando Ibanez Martins tem 38 anos e trabalha na SEMA (Secretaria de Meio Ambiente) de Aquidauana, que fica em frente Parque da Lagoa Comprida. Ele contou para O Pantaneiro que as palavras ditas em seu juramento, na colação de grau, perpetuam em sua mente todas as manhãs antes de ir trabalhar.

“’Juro, pela minha fé e pela minha honra e de acordo com os princípios éticos de biólogo, exercer as minhas atividades profissionais com honestidade, em defesa da vida, estimulando o desenvolvimento científico e tecnológico em humanístico com justiça e paz’. Todo dia, quando acordo e vou para luta, lembro destas palavras que entonei com emoção”, diz Fernando.
Ele diz ter escolhido a biologia porque nada é mais completo do que a ciência da vida, mas ser este profissional no Pantanal tem diversos desafios, principalmente se tratando de pessoas que não dão importância ao ecossistema que habita. “Os desafios do biólogo no Pantanal são múltiplos, mas o maior é manter a resiliência frente ao contexto social em que vivemos e à atual cultura do brasileiro, que menospreza o conhecimento científico e a preservação da natureza”, destaca.
Fernando em aula. Registro feito antes da pandemia.Com todo esse contexto que estamos testemunhando, questionamos o que ele dizia às pessoas que estão pensando em se tornar biólogo. Fernando definiu a profissão em, basicamente, uma palavra: desapego.
“O que eu diria para os aspirantes? Se prepare para muita luta e desapego, se não está preparado, escolha outra profissão. O desapego deve ocorrer em múltiplos sentidos, mas os principais são o desapego do ego, financeiro, da zona de conforto. Na atual conjuntura ambiental que vivemos, o cientista que compreende a vida e seu valor deve ser um soldado, e vivemos tempos de guerra! Se não estiver disposto a renunciar às benécies da sociedade moderna, é melhor não traçar essa caminho profissional”, concluiu.
Alunos plantando árvores.
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