Pedido de ajuda
Jeito é contar com a solidariedade alheia na compra de materiais para o conserto
A madrugada desta quinta-feira (10) não foi fácil para a família de Geisiane Magalhães, 24 anos, e seu marido Sebastião Ferreira. Ao lado dos quatro filhos – três meninos e uma bebê de colo –, os dois viram a chuva "rasgar" sem dó a lona que cobre o barracão onde moram na Vila Pinheiro. Com a força da água, tudo em volta simplesmente ficou encharcado.
Naquela noite ninguém dormiu, conta a dona de casa. "A única parte coberta por telha é na nossa varandinha, então ficamos abrigados por lá. O barracão em si ficou todo alagado, era pura água. Queimou até minha única televisão, o que era a diversão das crianças", relata.
Pais e filhos reunidos na comemoração de um aniversário; no momento, família passa por uma fase díficil na vida."Na enxurrada, minha menina estava no berço justo na hora que a água desabou bem em cima da carinha dela. Ela não parava de chorar devido à situação, pelo frio e fome que sentia, e eu sem leite para dar pra ela. Não foi fácil", admite.
Geisiane e Sebastião vivem em condições precárias há pelo menos 4 meses. Antes, alugavam uma casa simples, porém de alvenaria e com cobertura de telha adequada. Com a pandemia, porém, na falta de emprego e com as contas em atraso, o jeito foi apelar para a invasão na localidade, onde conseguiram um barracão para chamar de moradia.
Selfie da mãe com sua bebê de colo; na ocasião da chuvarada, a água desabou na cara da bebê, que era puro choro."Sebastião faz alguns bicos de ajudante de pedreiro e eu fico em casa cuidando das crianças. Pagar tudo fora os medicamentos necessários para meus filhos é um sacrifício", revela. Sua bebê, que tem carne esponjosa no nariz, respira com dificuldade; já o de 3 anos, asma.
"Se der outra chuva, vai ficar ainda pior".
Ajuda – Nas redes sociais, Geisiane fez uma publicação em grupo no Facebook a espera de gesto solidário. Na realidade, o único pedido da dona de casa não foi nem de roupas ou comida, mas se alguém tinha alguma telha de fibrocimento extra em casa para ser doada.
Publicação de Geisiane nas redes sociais; pedido de socorro é para ter pedação de telha de fibrocimento como doação."De fato, estamos enfrentando uma fase difícil em nossa vida. Mas é que já passamos por tanta coisa… então, desistir jamais. Continuamos lutando para sobreviver com dignidade, nem que seja por um pedido de ajuda on-line", confirma Geisiane.
Para ajudar a família Magalhães Ferreira, o número de WhatsApp é o (67) 99959-5040 ou então pelo telefone (67) 99690-1798.
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