Reconhecimento
Quando é chegada a hora do almoço, ser os "tios" do repeteco não tem preço
O sino que acaba de bater anuncia: acaba de chegar a hora do almoço. Para quem passou a manhã toda picotando, mexendo e temperando, cozinhar com amor e carinho não tem preço. Principalmente ao receber aquele "tio, me serve mais um pouquinho?" faceiro. Quando isso acontece, já se sabe que o dever foi mais uma vez cumprido.
Essa é a rotina de José Luis da Silva, o merendeiro da Escola Estadual Felipe Orro. Formado em Tecnologia da Informação, ele é o aquidauanense que se descobriu "chef" por conta própria. Ao fazer o concurso público na época, foi alocado no lugar certo: dentro da cozinha.
José Luis é o merendeiro da Escola Estadual Felipe Orro há pelo menos 6 anos; "não troco de função", confirma.E já são 6 anos no "batente", conta. "Por mais que eu seja formado em outra área, não trocaria de função. Faço o que eu mais gosto, realmente com paixão. E convenhamos, é um diferencial ser um homem na cozinha, pois ajuda pelo menos a carregar panelão de maneira mais fácil", brinca.
Colega de José, a também merendeira Ivy Figueiró, 39 anos, há de concordar com o parceiro de profissão. "O começo na atividade é bem difícil, pois é necessário uma adaptação para pensar nas quantidades de comida e ainda ter de aguentar as panelas gigantescas. Com ele aqui, fica um pouco mais tranquilo! (risos)".
Ao lado do colega, Ivy é a merendeira que está pertinha de completar 10 anos de cozinha; "amo o que eu faço", diz.E adiciona: "mas verdade seja dita, o que mais vale dele nessas horas é o companheirismo. A quatro mãos, tudo na vida fica mais fácil", opina.
Importante ressaltar que nesta sexta-feira (6) é quando se reconhece e comemora o time de funcionários e equipe de "craques" das escolas brasileiras. O censo deste ano apontou que no país existem pouco menos de 180 mil instituições só de ensino básico.
Entre os inúmeros profissionais espalhados pelas cinco regiões, estão os merendeiros. Entre eles, José e Ivy.
Alunos à espera do almoço chegar ao prato; servido todos os dias às 11h30, escola também tem lanchinho da tarde."Me sinto um merendeiro querido pelos alunos. Vejo que gostam da minha culinária e me agradecem por isso. É uma satisfação poder forrar o estômago deles e de quebra os ajudar a continuar os estudos na concentração de quem não está a passar fome", considera o aquidauanense.
Já para a parceira de trabalho, ser chamada de "tia" é motivo de orguloh. "A gente tenta sempre caprichar. E todo dia, quando ganho o 'tio' de algum aluno pedindo repeteco, querendo mais, é muito gratificante. Receber esse carinho, essa energia, não tem preço. É assim que sabemos que nosso trabalho está sendo bem feito", finaliza.
A todos os funcionários, profissionais docentes e voluntários da educação escolar do município e região, O Pantaneiro dá as devidas parabenizações pela data.
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