Novela "Pantanal"
A nova versão traz muita beleza, consciência ecológica e lendas que encantaram os telespectadores
As belezas e fotografia da novela "Pantanal" encantam os amantes de uma boa história destes folhetins das 22h. A regravação do sucesso da década de 90, logo no primeiro capítulo que foi ao ar na segunda-feira (28), anunciou a chegada da família de peões donos de uma comitiva, em Aquidauana.
Diferentemente do que muitos pensaram assistindo à novela, marruá não é uma espécie de bovino, mas, sim, um adjetivo que traduz um temperamento violento e selvagem por parte de bois. Essa gíria é conhecida entre os trabalhadores do Pantanal e reflete a natureza não-domesticada desses animais. "Gíria" que representará importantes comportamentos que virão nos próximos capítulos.
No primeiro capítulo da novela, vemos a chegada de Joventino (Iradhir Santos) e seu filho José Leôncio (Renato Góes) à região do Pantanal, em Aquidauana, e o início de seus trabalhos na criação de gado. Nesse momento, para conquistar os seus objetivos, os personagens precisam lidar com um boi marruá, que impede a domesticação da boiada. Segundo Joventino, esses animais só são conquistados com "magia" e respeito.
A cena muito bem feita mostrou este poder do relacionamento do homem e a natureza. Na qual Leôncio desde sua chegada mostrou ter este cuidado e respeito, quando seu filho ve uma sucuri e ameaça matá-la, e na hora o pai impede destacando que ali é a terra dela e que o animal não atacará se não for incomodado.
A trama trará lendas e mostrará este comportamento indomável, através da personagem que será "Juma marruá", interpretada por Alanis Guillen na versão de 2022. Criada isolada e de forma selvagem, como os bois marruás, a personagem tem o poder de se transformar em onça, característica que herdou da mãe.
A trama só está no começo mas promete um novo olhar de consciência a natureza e a preservação dos animais.
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