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Aquidauana

Estudantes do IFMS de Aquidauana apresentam projetos na Fetec-MS

Estudantes de Aquidauana se apresentam na Capital

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Etudantes do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) campus Aquidauana apresentam seus trabalhos  científicos na 12ª edição da Fete-MS (Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul). O evento está sendo realizado nesta sexta-feira (28), no Ginásio Morenão em Campo Grande.

Segundo informações da instituição, são quatro pesquisas desenvolvidas no campus. 

Projetos:

Segundo informações repassadas ao O Pantaneiro, um dos projetos intitulado "Utilização de Sensores e Softwares para o Monitoramento do Comportamento Bovino"  tem o o objetivo de monitorar o comportamento de bovinos por meio de sensores de movimento acoplados a um colar no pescoço do animal.

Outra meta é aperfeiçoar um aplicativo móvel utilizado para anotação do comportamento.

Essas tecnologias serão testadas e utilizadas pelos profissionais da UEMS-Aquidauana. Segundo o projeto, o trabalho busca ampliar os conhecimentos sobre a Pecuária de Precisão e aplicação da tecnologia para o desenvolvimento regional, além de estreitar os laços de cooperação entre o IFMS e a UEMS em Aquidauana.

Outro projeto é o "Otto: Robô autônomo". 

No Brasil, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) estabeleceu em 2020 que todas as escolas do ensino infantil e médio têm que oferecer em sua grade curricular, computação e programação; cultura e mundo digital, pensamento computacional, ou seja, todos terão que se adequar a essa obrigatoriedade.

Os novos sistemas de ensino das escolas públicas e privadas precisam atender a todas essas competências oferecendo o melhor curso de ciência da computação para crianças nos níveis de ensino fundamental e médio, além de seguir parâmetros internacionais de letramento digital, e tecnologia. 

"Assim, pensando na região de Aquidauana portal do Pantanal, verificou-se que a robótica educacional pode fomentar o conhecimento científico tecnológico e estimular a criatividade atendendo a BNCC", diz parte do projeto que tem o objetivo de proporcionar o acesso à robótica em sala de aula.

"Este trabalho propõe a utilização do robô Otto, fazendo com que os alunos criem uma conexão com este pequeno robô através de sua construção e programação. O aluno pode aprender a conexão lógica entre código e ação e, ao montar, ele entende como seus componentes e a eletrônica funcionam. De maneira geral, o protótipo apresentou resultados satisfatórios em termos de eficiência em facilitar o ensino de lógica de programação, de acordo com os testes aplicados em sala de aula."

O terceiro projeto é o "IARA- Inteligência Artificial em Rios para previsão de Alagamentos".

A Iara é um aplicativo que utiliza inteligência artificial para indicar se haverá ou não enchentes em dias monitorados. 

A equipe é composta pela Professora Marcia Ferreira e alunas Maria Eduarda Dau (inteligência artificial e marketing), Marcella Hernandes(tecnologia) e Julia Figueiredo(tecnologia e design).

A Inteligência Artificial tem se mostrado uma forma rápida, fácil e eficaz de alertar as pessoas e as autoridades sobre o perigo iminente e que tem fácil adaptação para qualquer bacia hidrográfica do mundo, o que faz a IARA escalável. "Somos uma tecnologia que salva vidas!".

O quarto e último projeto é intitulado "Lendas e Contos Indígenas: desenvolvimento de livro digital para valorização da Língua e da Cultura Terena".

Segundo a apresentação do Instituto, o escopo deste trabalho se concentra em utilizar a Internet como ferramenta para preservação e valorização da cultura e da língua indígena Terena, que corre sério risco de extinção.

Para isso, se propõe transformar o livro físico "Projeto Jovem do Futuro" para formato digital (e-book) bilíngue com o registro de lendas e contos indígenas narrados de aldeias da região de Taunay (Aquidauana). Para divulgação do livro digital, utilizar-se-á licença criada e mantida pelo projeto Creative Commons, que possibilita acesso gratuito ao material.

Segundo dados da UNESCO, existem aproximadamente 7.000 línguas no mundo. Entretanto, há previsão de que em 2100 existam apenas 10% desses idiomas.

As línguas indígenas sofrem maior ameaça de extinção devido à vulnerabilidade dessas comunidades. A situação pode resultar em uma séria redução da diversidade cultural e intelectual, que sempre foi a base da vida humana em nosso planeta.

Destaca-se que a sobrevivência de povos, culturas e línguas afeta todos os indivíduos inseridos nessas sociedades. Quando uma língua desaparece, há uma representativa perda de valores e ideais sociais: memória histórica, narrativas míticas, conhecimentos botânicos, costumes, simbologias e diversos elementos que constituem a identidade desses grupos.

"Nesse sentido, espera-se que o material promova a valorização da língua Terena, bem como da cultura de seu povo, e seja amplamente difundido não somente entre indígenas, como também entre membros da comunidade externa. Ademais, almeja-se a utilização do livro digital para fins didáticos em escolas indígenas de Taunay, de modo a aliar tecnologia ao ensino indígena."

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