Saúde
Grupo prioritário da campanha ainda é preocupação
Atendendo ao calendário da Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza, no sábado, dia 20, a cidade de Aquidauana, esteve integrada ao programa “Dia D” de vacinação. A data foi promovida em todo o Estado, através do governo, SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), com a participação das prefeituras, em parceria com o CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul). A ação, que faz parte da 25ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, visa aumentar a quantidade de pessoas imunizadas e com isso diminuir a circulação dos vírus. O evento contempla a campanha nacional de vacinação contra a influenza H1N1.
Aquidauana atua nesse combate e participa da campanha
Em Aquidauana, a prefeitura do município, em parceria com a SESAU (Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento), disponibilizou para a população, em pontos estratégicos, doses das vacinas contra a influenza (gripe) e a bivalente contra Covid-19.
Conforme a secretária municipal de saúde, Patrícia Panachuki, a campanha no município foi satisfatória, mas o grupo prioritário continua resistente.
“Balanço positivo, foram aplicadas 701 doses da vacina influenza, porém a procura maior foram de pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários. Infelizmente a nossa expectativa de percentual da população pertencentes aos grupos prioritários não está sendo alcançada, ou seja, esperávamos que tivéssemos no mínimo 50% de cobertura vacinal dessa população e conforme boletim do Estado, publicado no último dia 19, a nossa cobertura é de 24%”, acrescentando. “Temos como meta vacinar 30 mil pessoas, vacinamos um total de 7 mil. Mas termos vacinado 700 pessoas em um dia foi um bom dia de trabalho,” encerra.
Fake News ajuda a afastar a população das vacinas
Em Aquidauana percebeu-se que no “Dia D” de vacinação, o público feminino esteve presente em maior quantidade, na faixa etária de 20 a 49 anos. Para a secretária, as fake News que circulam pelas redes sociais sobre as vacinas, e as informações sobre falsas reações ou mesmo que vacinas podem causar doenças graves como o câncer.
“Notamos no último ano que a população tem deixado de se vacinar e como consequência temos o retorno de doenças imunopreviníveis que antes tinham sido erradicadas. Orientamos que qualquer dúvida, procure um profissional de saúde para orientá-los de forma correta, não acreditem em tudo que leem ou ouvem. Temos desde o início do ano 324 casos de síndrome respiratórias notificadas, sendo desses 50 com resultados positivos para Covid-19. Influenza e vírus sincicial respiratório também já está acometendo nossa população, principalmente crianças com idade escolar”.
Pelo Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, do MS, dados registrados na 19ª semana epidemiológica (de 7/05 a 13/05), mesmo após decorridos mais de 50 dias do início da 25ª Campanha Nacional de Vacinação, contra a Influenza, o documento aponta que o Mato Grosso do Sul apresenta uma cobertura vacinal de apenas 33,87% da população prioritária a ser vacinada.
Influenza pode ter formas graves
O período de incubação dos vírus influenza é geralmente de dois dias, oscilando entre um e quatro dias. Sinais e sintomas da doença são muito variáveis, podendo ocorrer desde a infecção assintomática até formas graves. Os quadros graves ocorrem com maior frequência em indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção, lactentes no primeiro ano de vida e crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.
A influenza é uma infecção viral aguda, que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade. A transmissão ocorre principalmente de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias produzidas por tosse, espirros ou fala da pessoa infectada para uma pessoa suscetível. A síndrome gripal (SG) se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, cefaleia, dores musculares (mialgia), tosse, dor de garganta e fadiga. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias.
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