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Inspiração

A leitura em O Pantaneiro que transformou Gilson em um paratleta premiado  

Gilson é hoje um paratleta de primeira linha, e um sul-mato-grossense, de Anastácio  

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Gilson Matos, é um anastaciano, que vive seus 45 anos longe do esporte. Funcionário público, ele tinha uma vida que não dava lugar ao esporte. Apesar da vontade de ser um atleta paralímpico, ele não se empenhava, e apenas trabalhava sem praticar esporte algum ou buscar algo nessa direção. 

Um certo dia, do ano de 2016, que poderia ser mais um na rotina de Gilson, ele pegou para ler uma edição do jornal O Pantaneiro. Ao abrir a publicação, o servidor público se deparou com uma matéria que falava de um projeto da Associação Pestalozzi, de Aquidauana, sobre Bocha, com o professor Lázaro Sena.

A leitura despertou em Gilson aquela vontade de tentar, e ele se envolveu com o esporte. Desde então, a vida desse sul-mato-grossense mudou. Hoje, Gilson, é um paratleta da modalidade Bocha paralímpico BC4, e o tema dessa reportagem. Quem sabe, através dessa edição, hoje, em 2023, essa matéria venha influenciar outros paratletas como na história de Gilson. 

“Eu peguei o jornal e estava uma matéria, na parte de esportes falando sobre a Bocha e sobre o projeto da Pestalozzi de que era oferecido na época, e lá estava o número do Lázaro o contato dele, eu peguei e liguei para ele e o Lázaro pediu para eu ir lá. Eu queria fazer um esporte que fosse paralímpico e eu não sabia que tipo de esporte que tinha para eu praticar. Quando eu vi o jornal, foi ai que eu comecei a praticar o bocha, que eu não conhecia”.  

Atualmente Gilson Matos é um paratleta da Bocha, posição que ele alcançou após iniciar os treinos, e fazer sua carreira decolar, através de muita dedicação e disciplina, com o técnico Lázaro Sena, da Fundação Pestalozzi, de Aquidauana. Hoje, Gilson que acumula 4 medalhas e ainda pretende alcançar muitas outras, é um colecionador de títulos, igualmente de medalhas. Ainda esse ano o paratleta participa de competições com o foco de ser convocado para integrar a Seleção Brasileira do esporte. 

 

Atleta ainda está sem patrocínio

Gilson, que ainda não tem patrocinador, está inscrito para concorrer a bolsa atleta, um programa do Governo do Mato Grosso do Sul através da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul), de incentivo e financiamento ao esporte e atletas do Estado. Mesmo sem contar com incentivos desse tipo atualmente, o paratleta participou nos dias 15 a 18 do mês de junho, de 2023, em Brasília, do torneio Regional Centro-Oeste, onde saiu Campeão e acumulou mais um título e medalha, rumo ao sonho de ser um atleta da seleção Brasileira da Bocha paralímpico.   

“Pra gente fazer parte da Seleção Brasileira, eu tenho que estar entre os três melhores do Brasileiro 2023. Tendo a possibilidade de ficar entre os três melhores do Campeonato Brasileiro, aí eu começo a fazer parte da Seleção Brasileira. Aí você já tem uma pré-pré-convocação para Pré-Olimpíadas que serão na França, no ano que vem, 2024. Essa é a minha trajetória. Isso é o que pretendo para o futuro. Eu gostaria de fazer parte da Seleção Brasileira, eu sei que não é fácil”.

Sua próxima jogada, será no campeonato Brasileiro de Bocha paratleta, nos dias 9 a 15 de setembro de 2023, em Fortaleza, Ceará, onde Gilson pretende sair campeão e seguir buscando integrar a seleção Brasileira da modalidade, conquistando assim mais essa vitória. Em dezembro deste ainda, Gilson estará na quadra para disputar o Open de Pestalozzi, de Aquidauana.  

No currículo o paratleta acumula competições e títulos como campeão seletiva MS, 2022, sexto lugar no Brasileiro, 2022, campeão do Open Pestalozzi, Aquidauana, 2019 -2022, vice-campeão do mesmo torneio da Pestalozzi em 2018, campeão do Open de Sidrolândia em 2022 e segue esse anastaciano determinado em conquistar títulos e medalhas que é o caminho natural de todo desportista.

E Gilson tem toda essa história incentivada e testemunhada também, por seu fiel técnico, o professor Lázaro Sena. 
O exemplo de Gilson revela que, acreditar orgulhosamente em si próprio, é uma condição que pode transformar nossas vidas. Se naquele 2016, o paratleta não abrisse o jornal, O Pantaneiro, ele poderia hoje continuar sendo o mesmo Gilson funcionário público, porém sem ter a oportunidade de construir essa carreira que dá orgulho não apenas a ele, ao seu técnico e a sua família também. 


 
Bocha, um esporte que contribui para o desenvolvimento motor do paratleta 

A Bocha é um jogo competitivo presente nos momentos de lazer e recreação e até o mais alto nível de competição, atualmente reconhecido por entidades oficiais de nível internacional, inclusive já se tornando um esporte paralímpico.

O jogo de Bocha é um dos esportes mais desafiadores e de significativo crescimento em todo o mundo, principalmente por sua característica eficiente para o desenvolvimento de coordenação, sendo uma prática muito requisitada e recomendada para pessoas com disfunções motoras, promovendo uma verdadeira condição de inclusão e igualdade de participação. 

O jogo consiste em atirar bolas de madeira de uma certa distância e aproximá-las o mais possível de uma outra pequena. O foco é remover as bochas dos oponentes ou aproximá-las o máximo possível do bolim.

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