Segurança Pública
Vereadores, Polícia Civil e Militar e o judiciário, debatem segurança pública em Aquidauana
Vereadores de Aquidauana, representando a sociedade civil, delegados de Polícia Civil, Polícia Militar, Bombeiros e o judiciário, estiveram reunidos na manhã desta segunda, dia 3, no Plenário Estevão Alves Corrêa para discutir a violência no município. O encontro foi motivado a partir de uma sessão na casa de leis, onde os parlamentares levantaram a questão dos furtos ocorridos em Aquidauana.
Unidos no propósito de debaterem na busca de ideias e esforços para reprimir e coibir a criminalidade em Aquidauana, os membros que estiveram no encontro, que iniciou às 10 horas e terminou após o meio-dia, discutiram diversos assuntos pertinentes ao tema e o foco era principalmente o município. A juíza da Vara Criminal de Aquidauana, Kelly Gaspar Duarte Neves explicou a estrutura do sistema penal e a realidade do mesmo, no município, apresentando a capacidade de ocupação da unidade e a quantidade que está abrigando.
“O nosso presídio é para 150, nós temos 350. É mais barato uma tornozeleira do que um presídio semiaberto ou aberto. Nas outras comarcas não tem apresentação diária e nós tivemos vários flagrantes que levam ao aberto”, explicou a magistrada.
Kelly Gaspar Duarte Neves, juíza da Vara Criminal de Aquidauana - Foto: Ronald Regis
Ao fazer sua explanação, o delegado regional de Polícia Civil, Amylcar Romero, enfatizou entre outras colocações, que nem mesmo nos países mais desenvolvidos do mundo têm criminalidade zero e que criminalidade zero é uma utopia (lugar ou estado ideal). O delegado disse ainda que a segurança pública precisa primar por alguns crimes, e que o tráfico de drogas é um desses, porque ele agrega muitos outros tipos de delitos onde se inclui o furto, também decorrente de muitos usuários de drogas que passam a praticar o crime para ir trocar por drogas.
O agente citou a Constituição Federal onde exprime que a segurança pública é dever do Estado, acrescentando que ela é responsabilidade de todos, até mesmo das vítimas, lembrando que, à medida que uma vítima se recusa em registrar uma queixa, aquele crime não entra para a estatística de casos de violência naquela cidade. Assim, quando a SEJUSP (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), por exemplo, percebe que em determinada cidade o índice de criminalidade é baixo, acaba por não incluir com prioridade, aquele município em investimento de segurança pública, como com efetivo de pessoal.
“Os órgãos da sociedade e a própria sociedade, ela só pode dar frutos. Então a reunião ela trouxe aqui até os vereadores numa proposição muito feliz, trouxe as forças de segurança para mostrar o que a gente tem feito os números trazidos na segurança pública e propostas para implemento, para a melhoria da segurança pública. Então discutir segurança pública, ela é muito boa. A sociedade traz propostas. A gente poder implementar essas sugestões e poder trazer os resultados que a polícia tem feito,” cita o delegado que destaca os índices Brasil e Aquidauana.
“Os índices de identificação de autoria como um todo e a gente mostrou nos números, que no Brasil esse índice é próximo a 1%, aqui em Aquidauana nós chegamos a 16%. Então a gente está com n úmeros muito elevados, só que nós compreendemos a população. Nós conseguimos elucidar 16% o os 84% que ficou restante Mesmo os 84% que não houve a elucidação do crime, a investigação ela é feita”, conclui Amylcar.
Amylcar Romero, delegado regional de Polícia Civil - Foto: Ronald Regis
O 190 deve ser a maior ferramenta da população como aliada ao policiamento
Os agentes de segurança destacaram que muita gente reproduz a frase “não vai dar em nada” e por considerar que determinado crime carrega certa banalidade, não registra e não liga para o 190 notificando uma ocorrência. Ao se recusar em deixar esse registro a vítima está contribuindo para que as ações de segurança, criadas pelo aparato policial militar e civil, no percebam (não conseguem mapear) as áreas mais críticas com as ocorrências e as características dos delitos em determinada localidade.
Questionado pelos parlamentares sobre a utilização de cavalos na segurança por parte da PM, o comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar, de Aquidauana Tenente Coronel Guilherme Dantas, explicou que no momento ele está impossibilitado porque seu efetivo não comporta, uma vez que para 3 cavalos ele necessita de 8 policiais. O comandante frisou também, que o corpo de policiais de seu batalhão, por ser composto por muitos “filhos de Aquidauana”, carregam uma dedicação especial em defender e garantir a segurança do seu território. Para o militar, a reunião desta segunda, 3, foi muito proveitosa.
“Foi bom para a gente mostrar esses números de furto e roubos na região e dizer que por exemplo, no mês de maio e no mês de junho, nós não tivemos nenhum roubo na cidade. O que é o roubo: quando subtrai algum bem seu por modo violento. Então não tem um registro. A questão dos furtos, mesmo. Os índices estão caindo. Nós assumimos o comando aqui com 55 furtos na cidade e fechamos o mês de junho com 39. Então, o índice está caindo. Não vamos jogar promessas ao vento, mas vamos dizer que nós vamos melhorar mais ainda, esses índices. A Polícia Militar está nas ruas como o pessoal pôde ver semana passada. Vamos intensificar as blitzes para tirar de circulação essas motos esses veículos irregulares que fomentam a questão do fruto aqui na cidade, e a questão da droga também. Nós vamos estar intensificando bastante a questão da apreensão e droga aqui na região”, esclarece o comandante.
Tenente Coronel Guilherme Dantas, comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar, de Aquidauana - Foto: Ronald Regis
Aquidauana em números
Em janeiro de 2023 o município registrou 63 furtos. Em março, 51; e em junho 39 casos. Sobre roubos, em fevereiro, 2023 ocorreram 3 em maio e junho, nenhum registro desse tipo de delito. Esses foram alguns dos dados expostos pelos agentes de segurança no encontro na câmara dos vereadores do município.


O evento teve como avaliação conjunta, entre os parlamentares e as forças de segurança, que o empenho positivo desses setores está expresso em dados estatísticos, e revelam que os casos recentes divulgados pelas redes sociais, sobre furtos em Aquidauana estão sob investigação, porém essa parte a polícia não pode revelar por questão de ética. Um assunto que esteve em pauta foi o recente furto de uma chapa de cozinhar bife, que foi rapidamente respondido pela polícia, e, que apesar das imagens desse furto, o município ainda é um dos mais seguros para se viver em relações a muitos outros municípios vizinhos.
Vereador Nilson Pontim, Presidente da Câmara de Aquidauana - Foto: Ronald RegisTambém foi evidenciado que a sociedade precisa estar aliada as forças de segurança, denunciando, registrando queixa e ligando para o 190 independente do grau que ela atribuir ao crime que foi vítima. Os agentes da polícia deixaram claro que, sem o registro de casos de delitos, não há como essas ações entrarem para as estatísticas e nem mesmo como a Polícia Civil e Militar se empenharem em elucidar e prender os meliantes.
Delegado Ronaldo Jacob - Foto: Ronald Regis
AGROCASTMS
Especialistas da AgroAlliance explicam como as mudanças na legislação podem impactar produtores rurais e empresas do setor
TRAGÉDIA
Wellington Carmo de Oliveira tinha 10 anos de experiência na aviação agrícola; causas da queda ainda são investigadas
Voltar ao topo