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Saúde

Aquidauana em alerta pela campanha Março azul-marinho

No Brasil de 2023 a 2025 mais de 45 mil casos de câncer colorretal

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Março chegou e, com ele, entre outras atividades, está a campanha mundial março azul-marinho, que vem evidenciar o alerta para prevenção do câncer colorretal, conhecido também, como câncer do intestino grosso ou câncer de cólon e de reto.  
O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima uma incidência no Brasil para o triênio de 2023 a 2025 de mais de 45 mil casos de câncer colorretal por ano. Segundo o Instituto, os casos da doença perdem apenas para os diagnósticos de câncer de mama em mulheres e de próstata nos homens. 
Especialistas da área, relatam que esse tipo de câncer pode ser tratado de forma mais simples se descoberto cedo, mas, por desinformação, e por se tratar de um assunto tabu, muitos pacientes só procuram o médico quando a doença já está em estágio avançado. 
A demora dos pacientes em buscar atendimento médico pode estar ligada, muitas vezes, ao constrangimento em falar sobre diarreia e movimentos intestinais anormais com o médico.  
O câncer de intestino é também conhecido como câncer colorretal porque engloba os tumores surgidos na parte do intestino grosso chamada cólon e reto (localizada no final do intestino, antes do ânus) e no ânus.   
Em Aquidauana, a campanha para essa conscientização será promovida pela prefeitura através da Secretaria Municipal de Saúde. A responsável em desenvolver esse programa é a enfermeira membro da rede feminina de combate ao câncer e coordenadora da linha de cuidados das doenças crônicas não transmissíveis, da Secretaria Municipal de Saúde de Aquidauana, Milena Vasconcelos, que está à frente dessa ação, fala ao O Pantaneiro, sobre o mês março azul. 


“A Secretaria de Saúde de Aquidauana tem se esforçado para a divulgação do tema, principalmente dos sinais e sintomas, para que assim possa haver o diagnóstico precoce, já que é o estadiamento da doença que define o tipo de tratamento e a sobrevida do paciente. Este tema é abordado em palestras nas ESFs (Estratégia Saúde da Família), onde oferecemos consultas médicas e de enfermagem com profissionais capacitados para a detecção destes sintomas e doenças, principalmente em pacientes acima de 50 anos. Quando o paciente não apresenta sinais, mas está na faixa etária de risco dos 50 aos 75 anos e tem fatores de risco como doenças intestinais inflamatórias, síndromes hereditárias e histórico familiar, a recomendação é realizar o rastreio com exames de sangue oculto nas fezes e colonoscopia’’. 

A campanha tem atenção também aos casos suspeitos que recebem atendimento especial, conforme explica a enfermeira. 

“Nos casos suspeitos, oferecemos exames laboratoriais; como o de sangue oculto nas fezes (podem detectar sangramentos não visíveis causados por pólipos ou tumores), exames de imagem como Raio “X” e colonoscopia (que pode diagnosticar e até tratar lesões precocemente, prevenindo o desenvolvimento do câncer), visto que, hoje, não existe fila de espera para o exame de colonoscopia no município, todos os pacientes estão regulados.

E se necessário, através de nosso sistema de regulação, encaminhamos o paciente para consultas com oncologistas e tratamento de quimioterapia e /ou radioterapia para o município de Campo Grande, visto que existe transporte e alimentação de forma gratuita, oferecida pelo município, para este deslocamento”, esclarece Milene Vasconcelos, que evidencia que o preconceito é um dos fatores negativos deste problema 
“Apesar da divulgação dos sinais e sintomas, ainda existe muito tabu em relação à doença de cólon e reto, muitas pessoas banalizam alguns sinais, frequentemente confundido com hemorróidas, os pacientes não procuram um profissional para esclarecer dúvidas. Existe a insegurança e vergonha, principalmente em homens para este tipo de investigação”.

 
Pacientes que seguem tratamento têm maiores chances de cura

Milena Vasconcellos revela que no município de Aquidauana, há pacientes portadores dessa doença que seguem devidamente amparados por um tratamento, sendo uma doença que tem cura, conforme revela a profissional. 


“Devemos lembrar que câncer de colorretal tem cura, o prognóstico da doença depende significativamente do estágio (Estadiamento do câncer colorretal). A taxa de sobrevida aos 5 anos para câncer limitado à mucosa chega a 90%; com extensão através da parede intestinal, 70 a 80%; com linfonodos positivos, 30 a 50%; e com doença metastática, menor que 20%. Ou seja, quanto mais cedo o diagnóstico, mais chance de cura.

A Prefeitura Municipal de Aquidauana, juntamente com a Secretaria de Saúde, aguarda todos os seus pacientes, com portas abertas, em suas respectivas ESFs, para atendê-los de forma personalizada e resolutiva”.  
Essa doença é o terceiro câncer mais comum em incidência no sexo masculino e segundo no feminino. No Brasil, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), é o terceiro câncer mais comum em ambos os sexos. Levantamentos científicos indicam que o câncer de colorretal deve se tornar a principal causa de morte no Brasil em menos de uma década, segundo a Sociedade Brasileira de Patologia.  
É um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso. E, de todos os diagnósticos de CCR, aproximadamente 60 a 70% são de cólon e o resto de reto, e o principal tipo de tumor desse órgão é o adenocarcinoma. A idade média para o diagnóstico é por volta de 60 anos.


Atenção às mudanças no metabolismo ajudam no diagnóstico e o tratamento na cura

 

As dúvidas sobre os sintomas podem ser percebidas e servem como alerta para que se procure atendimento médico quanto antes por isso se a pessoa está perdendo peso sem ter feito nenhuma mudança na sua dieta, se passou a ter diarreia e/ou prisão de ventre, percebeu sangue nas fezes, está sentindo gases ou cólicas, vomitando ou tendo náuseas, dores na região anal ou sensação de intestino cheio mesmo após evacuação, a pessoa deve procurar avaliação médica imediatamente.  
Apesar da preocupação que pode causar num paciente e na família dele, o câncer de intestino tem cura. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maiores as possibilidades de cura. E mesmo após a cura, é feito um rigoroso acompanhamento com consultas e exames para evitar ou detectar um possível retorno do câncer. Fazer tal monitoramento é imprescindível para identificar recidivas precocemente.  

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