Investigação
A onça-pintada, uma fêmea de aproximadamente nove anos, foi capturada em 25 de abril na região do pesqueiro Touro Morto
Um laudo preliminar divulgado nesta quarta-feira (7) indica que o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, tentou se defender no momento em que foi atacado por uma onça-pintada no Pantanal. Segundo o delegado responsável pelo caso, Luis Fernando Mesquita, a vítima apresentava uma lesão no braço compatível com uma tentativa de defesa contra o ataque de um animal silvestre de grande porte.
O ataque ocorreu em 21 de abril, nas primeiras horas da manhã, em um pesqueiro localizado na região do Pantanal. Jorge Ávalo, conhecido como Jorginho, trabalhava como caseiro no local. A ausência do caseiro foi notada por um guia de pesca que havia ido ao rancho para adquirir mel. Ao perceber sinais de sangue e pegadas de onça nas proximidades, o guia acionou as autoridades.
Equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA) de Corumbá, Miranda e Aquidauana foram mobilizadas e, com o apoio do Grupamento Aéreo da Polícia Militar e da Polícia Civil, chegaram ao local, acessível apenas por embarcação ou aeronave. No pesqueiro, encontraram vestígios do ataque e iniciaram as investigações.
A onça-pintada, uma fêmea de aproximadamente nove anos, foi capturada em 25 de abril na região do pesqueiro Touro Morto. Fragmentos de ossos e fios de cabelo foram encontrados nas fezes do animal e enviados para análise pericial. Ainda não há confirmação se os vestígios são humanos, e os exames continuam em andamento.
O boletim veterinário mais recente informa que a onça está consciente, ativa principalmente à noite e consome toda a alimentação oferecida. O animal permanece sob observação, e as autoridades aguardam os resultados dos exames para determinar os próximos passos.
A comunidade local e as autoridades estão em alerta, reforçando a importância de medidas de segurança em áreas de convivência com a fauna silvestre do Pantanal.
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