Aquidauana
A prática, agora criminalizada, deve ser enfrentada com medidas pedagógicas, educativas e de apoio psicológico
Uma recomendação publicada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) indica que todas as escolas públicas e privadas de educação básica em Aquidauana adotem ações efetivas de combate ao bullying e outras formas de violência.
Conforme o documento assinado pela promotora Angélica de Andrade Arruda, da 1ª Promotoria de Justiça do município, a prática, agora criminalizada, deve ser enfrentada com medidas pedagógicas, educativas e de apoio psicológico.
Entre as providências, as escolas devem incluir no projeto pedagógico ações de conscientização, prevenção e combate ao bullying, além de campanhas internas, palestras e capacitação dos profissionais da educação, publicou o Campo Grande News.
A recomendação também prevê o envolvimento da comunidade escolar, orientação às vítimas e aos agressores, e encaminhamento de casos graves para serviços de saúde, assistência social ou jurídica.
A promotoria cita como base legal a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), a Lei Federal 13.185/2015, que instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying), e a nova Lei 14.811/2024, que inclui o bullying e o cyberbullying como crimes no Código Penal.
“As escolas precisam garantir ambientes seguros, saudáveis e livres de violência, como forma de assegurar o pleno desenvolvimento dos alunos e o preparo para a cidadania”, afirma o documento. Também está prevista a inserção de regras contra o bullying no regimento interno das instituições e a orientação das famílias para identificar e lidar com os casos”.
As unidades escolares têm o prazo de 15 dias para informar ao Ministério Público se irão cumprir a recomendação.
Apesar de não ter caráter obrigatório, o não acatamento pode acarretar responsabilizações administrativas, civis e até penais aos responsáveis legais ou institucionais.
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