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Expedição Pegada Pink

Mulheres desbravam o Rio Aquidauana em histórica pescaria de caiaque

Grupo feminino percorreu 54 km de rio em aventura inédita no Pantanal sul-mato-grossense

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Um feito inédito, corajoso e inspirador marcou as águas do Rio Aquidauana no último fim de semana: um grupo de mulheres enfrentou 54 quilômetros de descida em caiaque, em uma expedição de pesca que uniu natureza, superação e protagonismo feminino.

Nasceu assim a Expedição Pegada Pink, a primeira pescaria de caiaque exclusivamente feminina do Brasil.

O grupo surgiu da amizade entre Débora Quadros empresária do ramo da pesca, e Juliana Mordini, pedagoga e experiente em grupos de pesca.

A ideia ganhou forma após uma conversa com o conhecido caiaqueiro Anderson Guedes, que lançou o desafio: “E se fizermos uma pescaria só de mulheres, no caiaque?”.

A resposta foi imediata. Débora e Juliana toparam, vestiram a camisa e começaram a organizar o que viria a ser uma jornada histórica.

Com o apoio da Expedição MS, liderada por Luiz, e da orientação técnica de quatro homens experientes na navegação em corredeiras, o grupo iniciou a travessia na sexta-feira, saindo da região do Nuara, em Aquidauana.

A primeira noite foi passada em um rancho. No sábado, às 6h da manhã, a aventura começou de verdade: uma descida contínua pelo rio, enfrentando corredeiras, curvas e desafios naturais, até uma praia isolada onde o grupo armou barracas e preparou suas próprias refeições.

A travessia seguiu até a região de Palmeiras, onde foram recepcionadas por Rodrigo Pé, renomado piloteiro local, em seu rancho. O percurso foi acompanhado de perto por Anderson Guedes e pelo médico Dr. Hans, que prestou apoio à expedição.

Apesar da beleza natural e da conexão profunda com o ambiente pantaneiro, o desafio físico e emocional foi grande. Algumas das participantes não sabiam nadar e tiveram que superar o medo em corredeiras intensas. “O caiaque é só você e o rio. É o seu braço para remar, se equilibrar e se manter firme”.

Segundo Juliana, a aventura foi incrível. "Eu fui criada em fazenda e sempre pesquei. A Débora também, trabalha no ramo de pesca, foi uma aventura e tanto".

 

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