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PANTANAL TECH 2026

Pantanal Tech aproxima ciência e produtoras com máquina que promete revolucionar a quebra do baru

A visita das produtoras ao estande do IFMS reforçou um dos principais objetivos do evento: aproximar instituiçoes de pesquisa e a comunidade, transformando conhecimento científico em soluções práticas para fortalecer a bioeconomia

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O Pantanal Tech 2026 tem aproximado a pesquisa científica das necessidades de quem vive da produção no campo. Um exemplo dessa conexão aconteceu entre as produtoras do Grupo Baru, que expõem seus produtos no estande do Prospera MS, e um projeto desenvolvido pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) para automatizar a quebra do baru.

As artesãs Sheila Garcia, Maria Lúcia e Vera Regina, dos assentamentos Monjolinho e São Manoel, em Anastácio, visitaram o Pavilhão de Empresas e Instituições para conhecer de perto a máquina de acionamento por motor elétrico para quebra do baru, desenvolvida por estudantes e pesquisadores do IFMS. 

O equipamento tem como objetivo automatizar a extração da amêndoa, tornando o processo mais rápido, seguro e com menor esforço físico para os produtores.

Em entrevista ao O Pantaneiro, as produtoras contaram que a quebra do fruto ainda é a etapa mais difícil da produção artesanal de alimentos como bolos, biscoitos, pães, paçocas e outros derivados, além da comercialização da castanha in natura.

Segundo elas, atualmente o trabalho é realizado de forma manual, utilizando equipamentos adaptados, como foices e sistemas de engrenagens, exigindo grande esforço físico.

"Para conseguir quebrar um quilo de castanha, a gente leva praticamente um dia inteiro. É um trabalho pesado e muito desgastante, principalmente porque a maior parte desse serviço é feita pelas mulheres da associação", relataram.

Ao conhecerem o protótipo desenvolvido pelo IFMS, as produtoras ficaram otimistas com a possibilidade de a tecnologia chegar às comunidades rurais.

"A gente espera que esse projeto possa, em breve, estar disponível para as produtoras. Vai facilitar muito o nosso trabalho, aumentar a produção e diminuir o esforço físico de quem vive dessa atividade", afirmaram.

De acordo com o projeto apresentado pelo IFMS, a máquina foi desenvolvida para automatizar a quebra do baru, reduzindo a necessidade de mão de obra em tarefas repetitivas e aumentando o rendimento da produção. A pesquisa também busca fortalecer a cadeia produtiva do fruto, importante fonte de renda para agricultores familiares de Mato Grosso do Sul.

A visita das produtoras ao estande reforçou um dos principais objetivos do Pantanal Tech: aproximar universidades, institutos de pesquisa e comunidades, transformando conhecimento científico em soluções práticas para fortalecer a bioeconomia e gerar mais qualidade de vida para quem vive da produção sustentável no Pantanal.
 

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