DENÚNCIA
Por meio de nota, Prefeitura garante que famílias estão sendo assistidas
Daniele Valentin
Publicado em 01/12/2017 às 13:00
Atualizado em 10/09/2026 às 13:58
A Prefeitura Municipal de Aquidauana esclareceu, nesta quinta-feira de 30 novembro, que o servidor público municipal J. L. de S. R., suspeito de abusar sexualmente de três crianças do Centro Municipal de Alfabetização Rotary Club, havia sido empossado recentemente e foi afastado do cargo de forma imediata mediante a denúncia dos pais.
Os fatos foram devidamente registrados a termo e lavrados em Atas pela Secretaria de Educação, e a Procuradoria Jurídica Municipal despachou determinação de providências a serem adotadas, entre elas o afastamento imediato do servidor e abertura de Processo Administrativo Disciplinar para apuração do caso.
Além do afastamento cautelar, como autoriza disposição legal prevista na Lei Municipal n.° 1.231/91, e diante da gravidade da suspeita, a Prefeitura disponibilizou acompanhamento e apoio irrestrito, às famílias envolvidas no caso, principalmente psicológico.
O servidor passou a ser alvo de um Processo Administrativo Disciplinar para a apurar seu comportamento diante dos fatos denunciados que, se confirmados, acarretarão a pena de demissão do serviço público.
O caso foi comunicado à autoridade policial, para apuração, em tese da infração penal cometida pelo servidor público. Ainda conforme a nota, a Prefeitura garante que todas as providências previstas à disposição do Poder Público Municipal foram tomadas, para esclarecer os fatos, punindo, se for o caso, o servidor público dentro das competências e atribuições respectivas.
Caso
A Polícia Civil ouviu nesta quinta-feira, 30 de novembro, o assistente pedagógico de 45 anos suspeito de ter abusado de três crianças na creche onde trabalha, em Aquidauana. O servidor negou ter praticado o crime.
O Delegado da Polícia Civil Antônio Ribas Jr, que está cuidando do caso, informou com exclusividade à equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro" que, durante o depoimento, o suspeito "justificou" os casos.
"Ele disse que, na realidade, o trabalho dele seria de auxiliar da professora e, então, ele acabava tendo que levar crianças no banheiro e trocar fraldas. Neste momento, ele acabava tocando em órgãos genitais, mas disse que seria somente para higienização das crianças", explicou.
Ainda de acordo com o Delegado, as autoridades aguardam os laudos do Instituto Médico Legal (IML), que podem confirmar ou afastar de vez as suspeitas. Outras testemunhas também serão ouvidas.
O assistente pedagógico segue detido preventivamente.
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