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Cinco dias após tragédia

Corpo de pesquisadora morta em voo para o Pantanal segue em Campo Grande

Zoóloga morreu ao lado do piloto Henrique Martin em aeronave que seguia para fazenda de Aquidauana

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Cinco dias após a queda do avião de pequeno porte que tinha como destino o Pantanal de Aquidauana, o corpo da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff continua em Campo Grande. A aeronave caiu na manhã da última sexta-feira (03), pouco depois de decolar do Aeródromo Santa Maria, na capital sul-mato-grossense. No acidente, também morreu o piloto Henrique Martin, que foi sepultado na manhã de sábado (04).

Já o corpo de Lydia permanece no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), aguardando os procedimentos necessários. A liberação pode ser realizada apenas por um familiar ou por um representante legalmente constituído, como advogado ou integrante do consulado alemão. Segundo informações do Midiamax, o Consulado da Alemanha no Brasil comunicou que não divulga informações sobre cidadãos alemães em razão das normas de proteção de dados.

Enquanto isso, as investigações sobre o acidente prosseguem. Equipes do Seripa IV (Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) realizaram os levantamentos iniciais no local da queda da aeronave, e o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) informou que o relatório final será divulgado após a conclusão dos trabalhos. Na última segunda-feira (06), novos fragmentos de restos mortais foram localizados durante a retirada dos destroços e encaminhados para análise pericial.

Avião de pequeno porte caiu na manhã desta sexta-feira

Avião de pequeno porte caiu na manhã de sexta-feira - Reprodução/Redes sociais

Referência no Pantanal

Lydia era reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e dedicava grande parte de sua carreira à pesquisa da fauna pantaneira. Natural da Alemanha, atuava como zoóloga, ecóloga tropical, jornalista científica, escritora e divulgadora da conservação ambiental. Possuía mestrado em Zoologia pela Universidade de Würzburg e desenvolvia doutorado em Zoologia na Universidade de Bonn, com uma pesquisa voltada à conservação dos mamíferos do Pantanal. Também integrava o Grupo de Pesquisa em Ecologia Tropical do Museu de Pesquisa Zoológica Alexander Koenig, na Alemanha, além da unidade de pesquisa em bioacústica computacional CO.BRA.

Tornou-se uma das principais especialistas do mundo no estudo do tamanduá-bandeira, sendo uma das primeiras pesquisadoras a realizar o monitoramento de longa duração da espécie em seu habitat natural. Desde o fim dos anos 2000, Lydia passava vários meses por ano em Mato Grosso do Sul, acompanhando o comportamento de mamíferos silvestres, especialmente no Pantanal de Aquidauana. Na manhã do acidente, ela seguia para a Fazenda Barranco Alto, onde daria continuidade às pesquisas de campo que desenvolvia na região. Pelas redes sociais, a propriedade homenageou a pesquisadora alemã.

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