Geral
A elevada quantidade de folhas secas, lixo, detritos, areia e até mesmo dejetos, empurrados para o leito da Lagoa Comprida pelas enxurradas, está ameaçando a cada dia a conservação daquela reserva ambiental protegida pela Lei Orgânica do Município.
O alerta foi feito pelo fiscal da Semac (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e das Cidades), engenheiro agrônomo Vinicius Libaneo Coutinho, do escritório regional de Aquidauana, ao informar que aproximadamente 26 hectares de lâmina d'água acumula esses resíduos domésticos.
Segundo ele, a falta de drenagem e rede de esgôto nas ruas de acesso ao Parque Municipal da Lagoa Comprida são os fatores que têm contribuindo para a degradação do manancial. A chuvarada arrasta toda a sujeira e areia para o interior da lagoa, o que vêm causando o seu assoreamento devido ao desnível do terreno. Além disso, a água não pode ser utilizada pelos banhistas por causa da existência de coliformes fecais detectados há algum tempo em exames de laboratório.
"Há 20 anos moro em Aquidauana, e nunca vi a lagoa nessa situação", lamentou o engenheiro ao afirmar que o município deveria ter feito o controle de vazão d' água no período da seca a fim de evitar o problema.
A lagoa agoniza pela falta de uma política de manejo, que deve ser desenvolvida pela prefeitura com a finalidade de apresentar medidas de proteção da área. A princípio, o engenheiro defende o fechamento de toda a reserva ambiental que possui em torno de 75 hectares.
Vinicius reconhece que o executivo não pode assumir as ações sozinho, pelo fato de os custos serem elevados, mas garantiu que as universidades estaduais, federais e outras instituições públicas ou privadas sempre se colocaram como parceiras para ajudar a elaborar o plano.
"Temos que introduzir espécies nativas e isolar a área para recuperá-la. A prefeitura tem que drenar as ruas em seu entorno", sugeriu o fiscal da Semac, que vê com preocupação a conservação da lagoa - um dos principais pontos turísticos da cidade.
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