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Natal terá os menores juros desde 1994, diz BC

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A oferta de crédito no país cresceu novamente em outubro, acompanhando o avanço da demanda interna, e a taxa média de juros cobrada pelos bancos voltou a recuar ligeiramente, a despeito da freada na redução da Selic promovida pelo Banco Central no período.


A expectativa da autoridade monetária, que divulgou nesta terça-feira seu balanço sobre o mercado de crédito no país, é que os juros continuem a cair nos próximos meses, refletindo um aumento da competitividade entre os bancos.
"Para a pessoa física, vai ser o Natal com as menores taxas de juros desde julho de 1994 (início da série)", afirmou a jornalistas o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.


As operações de crédito oferecidas pelo sistema financeiro somaram 880,8 bilhões de reais em outubro, o equivalente a 34 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Em setembro, o volume total do crédito correspondia a 33,3 por cento do PIB.


Levando em conta apenas as operações com recursos livres, o volume em outubro somou 619,4 bilhões de reais, um aumento de 2,8 por cento na comparação mensal e de 30,1 por cento frente a igual período do ano passado.


"A evolução do crédito, constatada no crescimento tanto das operações referenciadas em recursos livres quanto em recursos direcionados, permanece consistente com o dinamismo da demanda interna", afirmou o BC em relatório.


O crescimento do crédito ocorreu com a elevação do prazo médio, que somou o recorde de 341 dias no mês, e inadimplência de 4,5 por cento, frente a 4,6 por cento em setembro.


JUROS


Ao mesmo tempo em que o volume de crédito aumentou, as taxas de juros praticadas pelos bancos registraram pequenas variações de setembro para outubro.


A taxa média de juros cobrada pelos bancos oscilou para 35,4 por cento ao ano, frente a 35,5 por cento em setembro. Trata-se do menor valor da série histórica do BC, iniciada em junho de 2000.


O discreto recuo na taxa média reflete, segundo o Banco Central, a queda nas taxas cobradas das pessoas físicas. Neste segmento, a taxa média caiu para 45,8 por cento --menor valor da série iniciada em julho de 1994--, ante 46,3 por cento em setembro.


Esse comportamento, segundo o BC, refletiu uma redução do spread bancário --diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos clientes-- em um mês em que a autoridade monetária manteve a taxa Selic estável em 11,25 por cento ao ano após 18 cortes sucessivos.


O spread médio recuou de 24,6 pontos percentuais em setembro para 24,4 pontos, também o menor nível da série iniciada em junho de 2000.


Para Lopes, a portabilidade do crédito tem contribuído para aumentar a competição entre os bancos, forçando uma redução dos juros.


Para as empresas, entretanto, o juro médio cobrado em outubro subiu para 23,4 por cento, ante 23,1 por cento no mês anterior.

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