Geral
Os engenheiros agrônomos e peritos agrários do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) voltam a paralisar as atividades hoje em Mato Grosso Sul.
Eles reivindicam a criação de uma MP (Medida Provisória) que oficialize as mudanças salariais já acordadas com o governo federal no inicio do ano.
Na semana passada, os servidores já haviam cruzado os braços por 24 horas para protestar contra o não cumprimento do acordo. Em março passado, houve a assinatura de um Termo de Compromisso que previa a alteração no plano de carreira e reajuste dos salários, mas até o momento nenhum ponto foi cumprido.
Conforme o representante da Assinagro/MS (Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do Incra em Mato Grosso do Sul), Antônio Claret de Oliveira Júnior, após quase um ano de negociações, os engenheiros agrônomos acordaram alterações salariais com o governo. Entre as mudanças, as principais são reajuste nominal (sem descontar a inflação) gradativo, chegando a 20% em 2010 e incorporação das gratificações ao salário-base.
As reivindicações são feitas há pelo menos cinco anos. Com as alterações, o salário dos profissionais atingiria, em 2010, o valor de R$ 2.987.
A paralisação de hoje objetiva pressionar o governo federal para oficializar essas mudanças através de uma MP. "Já se passaram dois meses do acordo e o governo ainda não oficializou", reclama Claret. O movimento ocorre em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, há 40 engenheiros agrônomos no Incra.
No ano passado, os peritos e agrônomos fizeram greve por mais de dois meses e só voltaram ao trabalho depois que o governo federal assumiu o compromisso de atender as reivindicações. Na época, a greve prejudicou a emissão de documentos, principalmente a produtores rurais que precisam fazer financiamento bancários, e suspendeu todos os trabalhos de demarcação de terra a fim de reforma agrária.
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