Geral
Dois funcionários da Funai estão como reféns de pelo menos 300 índios terenas, na Aldeia Moreira, município de Miranda, distante 75 quilômetros de Anastácio. Na manhã de hoje, uma indígena identificada como Cícera, concedeu entrevista ao programa Show da Manhã, da Rádio Difusora de Aquidauana e ao site Anastácio Notícias.
A manifestante informou que os reféns são o chefe do posto da Funai na aldeia, Jair do Prado, e o chefe do serviço de Patrimônio Indígena e Meio Ambiente e administrador substituto da entidade na região de Campo Grande, Antônio Ricardo Araújo. "Nós queremos resolver o problemas de nossas terras. A nossa luta já se arrasta há mais de 40 anos".
Segundo a terena, atualmente 1,8 mil índios vivem numa área 92 hectares. "Nós estamos 'brigando' pelo 200 hectares que é do nosso povo", contou a indígenas. Segundo os manifestantes, os funcionários da Funai foram retidos na aldeia com o objetivo de chamar a atenção para o caso que se arrasta há anos, sem solução. "Só vamos liberar os homens, se o presidente da Funai vir conversar conosco.
Segundo os índios, na área que deveria ser da aldeia estão localizadas propriedades rurais e uma subestação da Enersul.
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