Geral
O brasileiro deve ter um Natal com mais carnes de aves à mesa. Segundo o presidente da UBA (União Brasileira de Avicultura), Ariel Antonio Mendes, o preço da carne de frango deve sofrer redução entre 10% e 15% nos supermercados. Felicidade para consumidores, tristeza para produtores.
A queda no valor do frango será causada, principalmente, pela redução nas exportações. Grandes importadores do frango brasileiro, como Venezuela, Japão e Rússia, diminuíram suas compras por conta da crise mundial. Cerca de 40% das carnes de aves produzidas aqui são vendidas para outros países.
"É uma faca de dois gumes. O consumidor, evidentemente, gostaria de ter um frango barato, a menos de um real, mas isso seria insustentável. Então, tem que haver um equilíbrio para que a população continue tendo frango barato, mas também que não seja de graça", comentou Mendes.
O presidente da ABEF (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango), Francisco Turra, disse que, em novembro, as exportações atingiram 220 mil toneladas, bem abaixo da espectativa inicial, de 330 mil toneladas. Ele previu que a queda deve se repetir este mês.
O setor acredita que, apesar da crise, que já fez com que as previsões sejam de um "complicado" primeiro semestre em 2009, deve haver crescimento no próximo ano.
"Sem a crise, poderíamos crescer 15%, mas ainda somos otimistas, em boa parte, pela entrada de novos mercados, como a China Continental. Também vamos concentrar esforços para entrar em países como Índia, Indonésia, Malásia, México e Nigéria", disse Turra.
Nesta semana, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, chefia uma missão em Pequim, na China, que pode acertar facilidades para a exportação de carnes brasileiras para aquele país.
O Brasil deverá mandar para o exterior, até o fim do ano, cerca de três milhões de toneladas de aves, confirmando sua posição de maior exportador mundial.
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