Geral
A administradora regional da Funai em Dourados (230 km de Campo Grande), Margarida Nicoletti, protocolou na Justiça Federal um pedido de proteção policial para os que servidores possam voltar a trabalhar na sede do órgão no município.
Segundo ela, a medida é necessária em razão de ameaças que estariam sendo feitas por um grupo de índios das etnias guarani, caiuá e terena que está acampado há 16 dias em frente ao prédio e que pede a saída da administradora.
"Há três semanas que a Funai não funciona em Dourados porque, na prática, é como se o prédio estivesse invadido. Quem tenta entrar para o trabalho é ameaçado de morte, de violência física. Isso ocorreu com mais de um servidor", disse Nicoletti à reportagem.
A administradora esteve ontem em Brasília para relatar a situação à presidência da Funai. Em nota divulgada no início deste mês, a presidência do órgão assegurou sua permanência no cargo e disse considerar que a manifestação dos índios não representa "a maioria das lideranças e etnias" e "não tem legitimidade".
Segundo Nicoletti, o protesto vem atrasando a distribuição de cerca de 16 mil cestas básicas às aldeias. A última carga, que deveria ter sido entregue no final de janeiro, continua estocada no depósito na sede. "Em muitas aldeias, a fome já está se manifestando e a situação tende a se agravar nos próximos dias", afirmou ela.
Os índios acampados dizem representar 27 aldeias da região e querem que o cargo seja ocupado por um indígena. De acordo com o índio terena Lucas Paiva, os relatos sobre ameaças são "uma farsa". "Isso nunca aconteceu e não vai acontecer. Nosso movimento é pacífico. Os servidores não abrem a Funai porque ela [Nicoletti] não quer."
Para Paiva, o pedido de proteção policial mostra o quanto a administradora "está desgastada". "Ela chefia um órgão que existe para nos defender e agora vai pedir segurança para se defender de nós."
FRONTEIRA
Veículo foi localizado fora da pista na região de Cabeceira do Apa; nenhum suspeito foi encontrado
EDUCAÇÃO
Provas serão aplicadas em dois domingos de novembro; mudanças na redação estão previstas apenas para 2028
Voltar ao topo