Geral
O submarino nuclear francês Émeraude chega nesta quarta-feira ao local onde foram encontrados os destroços do Airbus da Air France que fazia o voo 447 e caiu no oceano Atlântico no último dia 31 com 228 pessoas a bordo. Até terça-feira, 41 corpos de ocupantes da aeronave haviam sido recolhidos do mar.
O porta-voz do Estado-Maior do Exército francês, Christophe Prazuck, afirmou que o Émeraude já está bastante próximo da região de buscas --uma área a cerca de 1.350 km de Recife (PE). Segundo ele, a prioridade do submarino é localizar as caixas-pretas do Airbus, que podem ajudar a esclarecer o que motivou a queda da aeronave.
O envio do submarino nuclear francês foi decidido por sua capacidade para escutar sinais no fundo do mar. Acredita-se que as caixas-pretas, equipadas com um dispositivo localizador detectável pelo submarino, estejam a uma profundidade entre 2.000 e 3.000 metros.
Prazuck explicou que esta tarde também deve chegar à região das buscas o navio francês Mistral, especializado em missões anfíbias.
Nesta terça, a Marinha e a Aeronáutica informaram que resgataram outros 17 corpos nas operações de busca. Desde a segunda-feira, 16 corpos foram enviados ao Recife para que seja iniciado o trabalho de identificação das vítimas.
O Airbus da Air France caiu no Atlântico no último dia 31, quando ia do Rio para Paris com 228 pessoas a bordo --12 tripulantes e 216 passageiros, entre eles 58 brasileiros.
Vítimas
A Interpol (polícia internacional) vai ajudar a coordenar a identificação dos corpos das vítimas do voo 447, anunciou nesta terça-feira a organização policial em um comunicado recebido em Paris.
"Como as vítimas desta tragédia são originárias de diversas partes do mundo, a colaboração internacional será essencial para garantir que sua recuperação e sua identificação sejam feitas de forma confiável, digna e rápida", afirmou o secretário geral da Interpol, Ronald Noble.
Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.
As primeiras suspeitas sobre o acidente recaem sobre os sensores de velocidade e a força do vento. Aparentemente, os sensores falharam nos minutos imediatamente anteriores ao acidente, segundo 24 alertas automáticos enviadas pelo avião.
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