Geral
Há 22 dias, um grupo de pelo menos cem índios guarani-kaiowá está acampado na Praça do Cinquentenário, em frente à sede regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Dourados. Eles estão em barracas de lona montadas na praça, que fica na Avenida Marcelino Pires, no bairro Cabeceira Alegre.
Os índios acamparam no local para exigir da presidência da Funai a demissão da coordenadora regional, Margarida Nicoletti. A pressão, no entanto, ainda não surtiu efeito e Margarida continua no cargo, embora tenha deixado de ir ao local desde o dia 9 deste mês, por medida de segurança.
Nesta semana, os índios chegaram a anunciar que teriam sido informados pelo vereador douradense Dirceu Longhi (PT) que Margarida seria exonerada nos próximos dias. A garantia teria sido dada pelo presidente da Funai, Márcio Meira, ao deputado federal Vander Loubet (PT). Entretanto, tanto a assessoria da Funai quanto a de Loubet negaram a informação.
Embora enfrente protesto de algumas lideranças, Margarida conta com apoio de boa parte da comunidade indígena do cone sul. Ontem, professores índios que participam de uma Aty Guaçu (grande reunião) em Paranhos, divulgaram uma carta manifestando apoio à permanência dela no cargo. Os índios consideram a manutenção de Margarida na chefia regional como fundamental para o andamento das vistorias de novas áreas indígenas, cujo levantamento antropológico vem sendo feito por grupos de trabalho criados pela Funai.
FRONTEIRA
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EDUCAÇÃO
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