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CNBB critica decisão do Supremo sobre união homoafetiva

União entre pessoas do mesmo sexo não se pode equiparar à família, diz nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Reconhecimento jurídico desse tipo de união foi garantindo na semana passada pelo STF

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota ontem (11) sobre a união entre pessoas do mesmo sexo na qual diz que esse tipo de união não se pode equiparar à família. O reconhecimento jurídico da união estável de casais homossexuais foi garantido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira (5) da semana passada.

“Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos”, diz o comunicado da CNBB, que está reunida em sua 49ª Assembleia-Geral desde quarta-feira (4).

Para os bispos da Igreja Católica no Brasil, a decisão do STF excedeu os limites da “competência” do Poder Judiciário e ameaça a estabilidade da família como instituição. “Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma”.

Apesar de defender a união entre casais héteros como única forma de família, a CNBB afirma que não discrimina os homossexuais. “As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana”.

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